Carlos Castro, jornalista e um dos primeiros gays assumidos de Portugal, foi encontrado morto no Hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque. O jornalista deu entrada no hotel a 29 de Dezembro, acompanhado pelo português Renato Seabra, de 20 anos, que é considerado o principal suspeito do homicídio cometido no 34º andar do hotel. Renato Seabra terá saído do hotel momentos antes do corpo ter sido encontrado, tendo sido detido horas depois pelas autoridades num local próximo do crime. O corpo, segundo a imprensa local, terá sido encontrado nú e com os órgãos genitais mutilados, por volta das 19 horas locais.
De acordo com as declarações do jornalista Luís Pires à SIC Notícias, e reproduzidas no Correio da Manhã, Renato Seabra terá resistido à detenção. “A minha filha ia jantar com o Carlos Castro e esperou por ele na entrada do hotel. O Renato desceu as escadas, com algumas manchas (provavelmente de sangue) na roupa, e disse à minha filha que o Carlos já não saía do hotel nessa noite”, contou Luís Pires. A filha do jornalista ter-se-á então mostrado preocupada e pediu a um funcionário para abrir o quarto em que Carlos Castro estava instalado, tendo-o encontrado já morto. Carlos Castro tinha 65 anos.
Carlos Castro era presença assídua em programas de televisão e colaborador do Correio da Manhã. Anualmente organizava a Gala Noite dos Travestis a favor da associação Abraço. Entre o seu trabalho encontram-se os livros “Ruth Bryden, rainha da noite”, que escreveu e ilustrou, e “As Mulheres que Marcaram a Minha Vida”, com a compilação de crónicas publicadas na revista “Moda & Moda”.
Fonte da Foto: Daily News



5 Comentários
Luís Veríssimo
Parece impossível! Não consigo acreditar…
Bellini
alguem me diga q é mentira!!!!!!!!!!
Isabel Silva
Carlos Castro nasceu em Moçambique como eu. Sempre o perseguiu uma vida de dor e incompreensão.
Paz e respeito é o que lhe posso desejar.
Pereira
Este mundo precisa de paz.
Paz à alma do Carlos Castro.
João
É lamentável todo este episódio. E lamentável também é não haver quem respeite a morte das pessoas. A homossexualidade dos outros pelos vistos continua a afectar tantas pessoas. Os comentários de mau gosto em alguns jornais e no Facebook não são apenas homofóbicos, são o pior que o ser humano pode revelar.
PS: Carlos Castro nasceu em Angola, não Moçambique.