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Causo de quarentena (or quarantine poems): uma ode à arte como válvula de escape

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Chegando ao final de mais um ano pandémico, dois anos de coronavírus já contados, uma realidade que resiste e tende a se metamorfosear a cada dia, a transfigurar a vida de cada um de nós.

De forma a lidar com as consequências deste cenário pandémico onde o distanciamento, a solidão, o desgaste emocional se pautam, são diferentes as ferramentas utilizadas de forma a criar espaços de conforto e prazer individual.

Escancarando o corpo e a mente, abrindo portas à abstração, através da viagem entre histórias e de rimas, recorremos à poesia como ferramenta de leitura desta humanidade extensa.
Reconhecendo a importância da arte poética, damos a conhecer o recente trabalho de Cristiano Constantino, emigrante brasileiro a residir em Portugal, que nos apresenta “Causo de quarentena (or quarantine poems)”, uma obra que mostra ser experiência e terapia do seu isolamento durante a pandemia covid-19, uma ode à arte como válvula de escape.
Obra com data de lançamento dia 8 de Janeiro, às 16h, na Livraria Ler Devagar, na LXFactory, está redigida em português e inglês, com 69 poemas distribuídos em cinco deliciosos capítulos, ilustram as piores e melhores experiências de um migrante residente em Lisboa, durante o longo período de confinamento, mas não só sobre isso.
Entre o sentido de uma tristeza e desorientação, da experiência de acolhimento em ser migrante e LGBTQIA+, num país que se mostra ainda conservador, Cristiano, mostra-nos a ousadia nas suas palavras, que em forma de poema, assumem a resistência contra o machismo heterossexista, contra a necropolítica de uma terra natal ensanguentada, contra as formas de violência que se perpetuam e alimentam nas desigualdades sociais.
Esta é uma leitura que nos serve de janela para a experiência que tantos de nós, entre as diferenças que nos definem, não nos deixará de ser igual.

 

Daniel Santos Morais