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Nem na mata se encontram histórias assim

Coach promete "ajudar" portugueses a "deixar" a homossexualidade

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“Você gostaria de deixar a homossexualidade e ter atracções heterossexuais? Mais e mais homens estão solicitando isso, cansados de perder seu tempo em relações sexuais esporádicas e relacionamentos abertos que não levam a bom porto. Você pode dar o passo e mudar, sair da mediocridade. Te interessa?”

É esta a mensagem que está a ser enviada a utilizadores portugueses da rede social Grindr por uma utilizadora que se identifica como Elena Lorenzo. A mesma mensagem já tinha sido difundida em Espanha e no México.
No site pessoal, Elena Lorenzo identifica-se como coach em Atracção Pelo Mesmo Sexo, com formação em Espanha e nos Estados Unidos, assegurando que trabalha questões relacionadas com identidade e com pessoas com "atracção por pessoas do mesmo sexo" e "com viciados em pornografia". O site está disponível em espanhol, inglês, neerlandês, polaco e português (tradução automática com erros abundantes). 
Com o mote “Você pode deixar para trás a homossexualidade”, o site apresenta histórias como a de Álvaro, um alegado médico português de 39 anos, não identificado, que teria deixado de ser homossexual. Há ainda vários textos sobre as “causas da homossexualidade” e referências a Richard Cohen, o psicoteraputa norte-americano que defende a cura da homossexualidade e que esteve em Lisboa com o apoio de vários profissionais de saúde mental.
Em Espanha, a Acrópoli, associação de Madrid e defesa dos direitos LGBTI, pediu há dois anos a intervenção das autoridades. Elena Lorenzo contestou na altura as críticas de que era alvo: "Em nenhum momento me presento como psicóloga. Sou coach profissional certificada pela escola espanhola Lider-Haz-Go. Em nenhum momento uso técnicas que suscitem a recusa ou repugnância pela orientação sexual (...) Ofereço – e escrevo-o claramente – que se a pessoa o deseja, pode tentar deixar para trás a homossexualidade. É a mesma coisa que dizer que, se una pessoa que descobre a sua orientação homossexual e 'sai do armário”, está a deixar para trás a heterossexualidade em que vivia”.
Recorde-se que a propósito do caso Maria José Vilaça mais de 250 psicólogos exigiram à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) que investigasse quem, no exercício das suas funções, utilize práticas de “conversão” ou “reorientação sexual”. 

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