Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Corpos dissidentes em Guimarães

unnamed (40).jpg

Com inauguração marcada para o dia 9 de Janeiro no CAAA - Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (Guimarães), “Princesinha do Cerrado” e "Entre a Tensão e o Delírio" voltam a levar a Guimarães o trabalho de Hilda de Paulo e Tales Frey no questionamento sobre o lugar do real num mundo filtrado por normas.

Hilda de Paulo vive e trabalha entre Portugal e Brasil. É artista, travesti e curadora independente, co-fundadora da Cia. Excessos e da eRevista Performatus, e organizadora e diretora da Mostra Performatus. Em a “Princesinha do Cerrado”, o nome porque era conhecida nos anos de 1930 a sua cidade natal Inhumas-GO/Brasil, convida-nos a entrar no seu confessionário, visitando memórias e histórias que marcaram o seu percurso. Com curadoria de Suzana Queiroga, a exposição conjuga fotografia, colagem, montagem digital, desenho e pintura, retomando um projeto não-concluído de auto-ficção para abordar a sua transexualidade e o modo como as sociedades lidam com os corpos dissidentes.

Tales Frey é artista transdisciplinar representado pela Galeria Verve de São Paulo. Vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. Realiza obras amparadas tanto pelas artes visuais como cénicas, situadas no cruzamento entre a performance, o vídeo, a fotografia, o objecto, o adorno/indumento e a instrução. Em “Entre a Tensão e o Delírio”, reflecte sobre a forma como os corpos são moldados a partir de uma comunicação fundamentada em símbolos massivamente difundidos: da educação à publicidade, códigos predominantes são transformados em corpos padronizados de acordo com o status quo vigente, deixando pouco espaço para a concepção livre do eu. Com curadoria de Estefânia Tumenas, a exposição compila um conjunto de trabalhos que desenham um alfabeto subversivo, onde corpos híbridos se transformam em linguagens gráficas e se libertam da dominadora influência falologocêntrica para assumirem os seus próprios códigos.

PROGRAMA PARALELO

Exibição do filme “Maria Luiza”, Marcelo Díaz, Brasil, 2019, Doc., 80’, M/16
6 de Fevereiro de 2021, às 16h, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura. Sinopse: Maria Luiza da Silva é a primeira militar reconhecida como transexual na história das Forças Armadas brasileiras. Após 22 anos de trabalho como militar, foi aposentada por invalidez. O filme investiga as motivações para impedi-la de vestir a farda feminina e a sua trajetória de afirmação como mulher trans.

Conversa: Corpo Reciclado, com Tales Frey e Estefânea Tumenas, 60’
16 de Janeiro de 2021, às 16h00 (com transmissão online), no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura. A curadora Estefânea Tumenas conversa com o artista Tales Frey a respeito de sua prática, que transita entre as artes cénicas e visuais.

Exibição de vídeos “Através dos Afectos”, 90’, classificação 16 anos
16 de janeiro de 2021, às 17h. Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (com transmissão online). Sinopse: Esta sessão de vídeos inéditos agrega trabalhos realizados por 11 artistas do Brasil que exploram a linguagem do vídeo em comunhão com a performance, considerando as temáticas do corpo, das identidades e das subjectivações. Todos os trabalhos foram criados através do curso online “Laboratório de Pesquisa e Criação em Videoperformance”. Artistas: Alexandre Marchesini, Chris Oliveira, Danilo Reis, Kaete Terra, Mauricio Igor, Helena Marc, Karla Samatha, Leo Bardo, Ronan Gonçalves, Soul Nascimento, Vitor Barbara e Yohana Oizumi.