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Homofobia no desporto abordada em França

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O jornal francês 'L'Equipe' apresentou no passado Sábado uma edição sobre a homofobia no desporto. Na capa aparecem os protagonistas do filme realizado por Maxime Govare e Cédric Le Gallo, "Les Crevettes Pailletée" (2019) - que conta a história de um vice-campeão mundial de natação que, após declarações homofóbicas, é condenado a treinar a equipa de pólo aquático nos Gay Games, na Croácia.

O filme ("Camarões com lantejoulas" em tradução livre ) ainda não tem data de estreia em Portugal.

Na primeira página do jornal francês pode ler-se: "Beijem quem quiserem”.

Neste número especial do jornal 'L'Equipe' não se pretende “chocar mas sim apresentar testemunhos de quem já viveu na primeira pessoa experiências de homofobia e de como esta é vista no desporto”. Entre os vários casos relatados, é recordada a história de Justin Fashanu, o primeiro futebolista profissional (e único) a assumir ser homossexual. Corria o ano de 1990. Fashanu sofreu durante vários anos insultos, agressões... foi acusado de agressão sexual. Acabou por se suicidar em 1998. Mas há outros atletas referidos: Michael dos Santos, que foi ofendido pelos fãs durante a semi-final da Superliga de voleibol em 2011; o ex-capitão da selecção de rugby do País de Gales, Gareth Thomas, que anunciou sua homossexualidade e foi alvo de um ataque devido à sua orientação  sexual em Novembro passado; Laurence Manfredi, atleta francesa do arremesso de peso, que despontou no ano 2000 e conta como a homossexualidade a ajudou a se formar como desportista de alto rendimento. A revista aborda ainda o tema de jogar ou não num clube convencional ou em um clube gay, recolhendo depoimentos de atletas amadores e enumera os documentários que abordam o tema.

Em Portugal, a associação Boys Just Wanna Have Fun desenvolve várias modalidades, do rugby ao futebol, passando pela natação ou corrida, sem discriminar os atletas com base na sua orientação sexual ou qualquer outra característica.