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Mais de 500 no Funchal e mais de 1000 em Viseu: foram assim as marchas LGBTI deste fim-de-semana

Viseu Marcha LGBTI 2018.jpg

Mais de 500 pessoas participaram na tarde de Sábado na segunda marcha LGBTI no Funchal. Domingo sairam à rua mais de 1000 pessoas em Viseu.

 

A segunda edição da Marcha do Orgulho LGBTI na Madeira percorreu diversas ruas da cidade onde se ouviram palavras de ordem sob o lema "Transpor preconceitos"  e culminou com um arraial onde marcaram presença artistas como o madeirense Carlos Costa, Alecia Fluffy e os já internacionais Fado Bicha, o projecto musical de Tiago Lila e João Caçador, que tem encantado Portugal e os estrangeiros pela sua melodia e pela força das suas letras reivindicativas.

O porta-voz da organização, Emanuel Caires, comentou à Agência Lusa que o grande objectivo do Funchal Pride é sensibilizar para as questões transexuais e explicou que o processo de transição "não está a acontecer da melhor maneira" na Madeira. Isto porque o serviço público de endocrinologia "não está a funcionar como deveria", o que obriga os transexuais a recorrerem ao serviço privado de saúde para os cuidados que precisam. Emanuel Caires, activista da associção de jovens LGBTI de Portugal, a rede ex aequo, alertou ainda para a insegurança: "Sabemos que existe uma grande tendência para a juventude LGBTI se fixar noutras cidades de Portugal, fora da Madeira e Porto Santo, para que possam ser elas próprias, porque existe, de facto, uma grande insegurança na região, uma insegurança que é familiar, social e profissional"

Fotos da Marcha do Orgulho LGBTI do Funhal aqui.

 

 

Já Viseu viu acontecer a sua primeira Marcha este Domingo. Segundo a PSP mais de mil pessoas juntaram-se na manifestação "Já Marchavas" pela liberdade no amor e autodeterminação de género. Por várias vezes se ouviram palavras de ordem como: "Nem menos, nem mais, direitos iguais" ou "deixa o passeio e vem para o nosso meio".

Destaque para a presença da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro. A secretária de Estado considera que esta “marcha que ficará para a história” na cidade de Viseu, até porque, “não há bem mais precioso que esta garantia do direito de ser”. Rosa Monteiro considerou que o país tem “leis fabulosas", mas "realidades duras”.

“Nunca senti tanta felicidade a participar numa marcha como hoje, uma verdadeira marcha do amor (…) e agora temos de tornar efetivas as leis, porque temos leis fabulosas e temos realidades duras”, disse Rosa Monteiro, citada pelo Jornal do Centro.

Recorde-se que esta marcha acontece 13 anos depois de vários incidentes homofóbicos ocorridos em Viseu. Estavamos em Março de 2005, quando as associações de defesa dos direitos das pessoas LGBTI denunciaram a existência de um “gangue” organizado de 30 pessoas que estava a atacar pessoas LGBTI ou percepcionadas como tal naquela cidade. Em resposta, nesse ano, realizou-se a manifestação “Stop Homofobia”, que ficou marcada por agressões verbais aos presentes. Mesmo assim, a semana passada, alguns cartazes que anunciavam a Marcha deste Domingo foram tapados por outros onde se lia "Viseu a Melhor Cidade para se viver ... (sem vocês)". 

 

 

 

Fotos da Marcha do orgulho LGBT de Viseu aqui.

 

As fotos e vídeos foram registadas pelos nossos leitores e leitoras: Tiago Lila (Funchal) e Diego Garcia, Rita Cardoso e Elsa Batista (Viseu).