Depois de, a 18 de Março, ter sido entregue na Assembleia da República uma petição com quase 17 mil assinaturas a defender práticas de conversão de pessoas LGBTQ+, uma nova iniciativa surge agora em sentido oposto e já mobiliza dezenas de milhares de apoios.
A petição inicial reacendeu o debate em torno das chamadas “terapias de conversão”, um conjunto de práticas amplamente contestadas por organizações científicas e de direitos humanos. Estas práticas incluem diferentes formas de manipulação mental e física, doutrinações psico-hipnóticas, intervenções médicas e homeopáticas, exorcismos e outros métodos com o objetivo de alterar a orientação sexual ou a identidade e expressão de género.
Face à petição entregue em Março, a 3 de Abril a actriz trans Maria João Vaz e o activista Miguel Salazar lançaram uma nova petição online com o objectivo de contrariar essa posição. A iniciativa pretendia inicialmente reunir 20 mil assinaturas, meta que foi rapidamente ultrapassada.
Em poucos dias, a nova petição reuniu já mais de 55 mil assinaturas, evidenciando a dimensão do debate público em torno do tema e a polarização de posições na sociedade portuguesa.
Podes aceder à petição aqui:
https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT130494
Actualização: Esta quarta-feira-feira, dia 22 de Abril foram entregues a Teresa Morais (Vice Presidente da Assembleia da República) mais de 71 mil assinaturas da petição promovida por Maria João Vaz e Miguel Salazar.

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Foto inicial: https://depositphotos.com/pt/



2 Comentários
Fábio Rodrigues
Em 2026 ainda é sequer um assunto…?!
Bruno Santos
Todos juntos contra a lei da terapia de conversão.