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Marchar em família

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No início dos anos 2000, assim que começávamos a descer o Príncipe Real, conseguíamos perceber onde começava e terminava a marcha arco-íris de Lisboa. Em 2022, foi anunciado no palco que fomos entre 25 e 30 mil pessoas a marchar.

 

Os motivos que levam cada pessoa à marcha são diversos e é cada vez mais comum encontrarmos pais e mães a acompanhar os seus adolescentes, jovens que dão continuidade à luta que nos torna iguais na sociedade.

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Em 2008, nomeadamente, eram distribuídos panfletos sobre inseminação caseira e como fazê-lo, numa época em que casais homossexuais não podiam adoptar, coadoptar ou recorrer à Procriação Medicamente Assistida (PMA), de uma forma legal. Hoje encontramos as mães que se manifestaram em prol da aprovação destas leis, já acompanhadas pelas suas filhas e filhos, que nasceram por intermédio de inseminação caseira ou através de um tratamento realizado num outro país. Noutros pontos da marcha, temos outras famílias que já se formaram num período em que a lei portuguesa as reconhecia, mudando-se os cânticos que eram entoados pelas ruas.

Marchar em família é uma conquista, quando encontrar crianças na marcha já foi uma raridade, contudo, importa continuar a gritar pela diminuição do tempo de espera no SNS, para se recorrer a técnicas de PMA, bem como pelo alargamento desta mesma lei, permitindo que homens possam recorrer a barrigas solidárias em Portugal e não terem de sair do país.

Em 2022, as minorias encheram as ruas de Lisboa e a marcha estendeu-se sem que lhe víssemos o princípio ou o fim.

 

Márcia Lima Soares

Instagram: @marcialimasoares_