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Masculinidade vasco galhofo unhas

Esta semana pintei as unhas. Pintei porque vi outros homens fazê-lo e gostei. 

Como tenho a motricidade fina de um rinoceronte, não pintei eu mas pedi a uma amiga que o faz profissionalmente, a @cris.slay. Senti-me bem ao fazê-lo, não pelo acto em si mas por terem ficado lindíssimas.

Obviamente, não o escondi de ninguém e fiz questão de mostrar a amigos e nas redes sociais.
No geral, foi bem recebido pelas pessoas a quem mostrei. Mas há sempre os comentários habituais, seja de "conhecidos", seja de alguém no café, no supermercado ou na rua. Curiosamente são os mesmos comentários que oiço muitas vezes quando digo que gosto de camisolas rosa, que as minhas melhores amigas são mulheres ou que vivo sozinho com três gatos.

Continua a haver esta noção demasiado básica, polarizada do que é ser masculino. Como se vivêssemos num dictomia entra masculino e feminino. Onde um é forte e outro fraco, onde um é adequado e outro sinal de alguma coisa.

Continua a haver esta noção demasiado básica, polarizada do que é ser masculino. Como se vivêssemos num dictomia entra masculino e feminino. 

E onde ambos são mutuamente exclusivos. E continua a existir a tendência de ligar isso à orientação sexual de cada um.

Eu gosto de motas, carros, futebol e porrada (de assistir, não de levar). Mas também gosto de gatos, dançar, arco-íris, massagens.
Gosto de fotografar pessoas.
Gosto de ler, de f*der, gosto de risinhos e de cuddling.
Curiosamente nenhuma destas coisas está minimamente relacionada com a minha maior ou menor vontade de beijar mulheres ou homens, algo que gosto de fazer em medidas diferentes mas ambas plenamente.

Eu gosto de ser homem. E gosto de ser masculino, na medida em que acredito que isso é muito pouco relevante para os meus valores.

 

Vasco Galhofo

Publicado originalmente no Instagram @vasco.events