Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

Em Portugal e no Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Maternidade Partilhada - Método ROPA

@marcialimasoares

Num conjunto de experiências a partir de 2013, julgo ter passado por quase tudo, no que diz respeito a tratamentos de fertilidade. Além de todas as análises ao sangue, ecografias, citologias e a mal-afamada histerossalpingografia (para verificar a permeabilidade das trompas), passei por duas inseminações falhadas (feitas na Clínica IVI – Sevilha).

Anos depois, já em Lisboa, enfrentámos um ciclo de fertilização in vitro (FIV), três transferências de embriões criopreservados (TEC), sendo que a última resultou numa gravidez de sucesso. Posteriormente, em busca de uma segunda gravidez, eu e a Sandra partimos para novos testes e análises, de modo a estudar a possibilidade de aumentarmos a família. Inscrevemo-nos no SNS, contudo, nunca recebemos um contacto, como tal, tivemos de continuar a usar as nossas poupanças para pagar o tratamento na Clínica IVI – Lisboa. 

Só podemos tecer elogios à nossa médica, Dra. Catarina Marques, e a toda a equipa que nos acompanhou, sempre com um sorriso amigável, para além das máscaras cirúrgicas, mantendo um discurso inclusivo e empático, mesmo quando tudo parecia dar errado. Tendo em conta que ambas estávamos a entrar nos «temidos» quarenta anos, os testes que realizámos deram conta que seria mais conveniente utilizar os óvulos da Sandra, realizar uma nova FIV e fazer a transferência de embrião para o meu útero, que já tinha dado provas de conseguir manter uma gravidez até ao fim (Método ROPA – Reception of Oocytes from Partner, também conhecido por Maternidade Partilhada ou Fertilização Recíproca).

Demos início a um novo processo e as duas transferências realizadas tiveram resultados positivos, que, infelizmente, terminaram em duas situações de perda gestacional, por volta das oito semanas de gestação. A terceira transferência resultou numa gravidez viável, que, com todas as suas características e condicionantes, trouxe o bebé Tiago para os nossos braços. 

familia feliz

De 2016 a esta parte, com o alargamento da procriação medicamente assistida (PMA), muitas mulheres sem parceiro masculino puderam recorrer a tratamentos que lhes permitiram ser mães, muitas outras estão agora a passar pelo processo, seja ele qual for, mesmo quando têm de recorrer a clínicas privadas, fazendo um investimento financeiro extraordinário. Porém, o que se sublinha é, de facto, os laços afectivos estabelecidos com os/as bebés que são recebidos no seio das suas famílias, laços esses que vão muito além de inscrições biológicas e que ditam um amor incondicional. 

Para nós, os sentimentos não diferem, sejam os que nos ligam à Laura ou ao Tiago, temos uma família de quatro e estamos completas.

 

Márcia Lima Soares

Instagram: @marcialimasoares_

 
Sessão realizada em segurança no estúdio da Raquel Barco Photography