O Miss Drag Lisboa 2025 provou mais uma vez por que se tornou um dos eventos mais importantes e aguardados da cena queer portuguesa. A cada edição, a organização se supera: da produção ao cronograma, impecável, detalhista e comprometida em entregar um espectáculo à altura do talento das queens que sobem ao palco. Este ano não foi diferente: Uma atmosfera de pura celebração da arte drag.
Começamos a noite em grande, com o Warm Up comandado por Belle Domage, Lucy Fromell e Lexa Black, nomes que até hoje são lembrados pela força e representatividade que entregaram em palco em suas edições.
Sob o comando da carismática Miss Moço (como tem sido em todas as edições), estrela de RuPaul’s Drag Race Canadá, o evento ganhou ainda mais brilho. Manter Miss Moço como host foi uma das decisões mais acertadas da organização, ela domina o palco com naturalidade, sabe conduzir o público e mantém uma conexão vibrante com a plateia. Entre risadas, improvisos e momentos emocionantes, ela transformou o concurso num verdadeiro show de entretenimento e representatividade.
Mesmo com duas desistências; uma por motivos pessoais e outra sem justificativa oficial (que por si só mereceu o shade que levou em palco), o evento manteve uma força incrível. As seis queens que seguiram na disputa deram tudo de si, mostrando talento, criatividade e uma entrega que cativou o público do início ao fim. Cada uma conseguiu provar por que merecia estar ali, e juntas compuseram um line-up poderoso. A sintonia entre palco e plateia foi tão intensa que mal se sentiu a ausência das queens que deixaram a competição.
Mas para quem acompanhava de perto, já se desenhava um top 2 inevitável: Mad Era e Cherry Flavor. Desde as primeiras categorias, as duas competidoras mostraram uma consistência impressionante, encantando jurados e público. O lip sync final entre Mad Era e Cherry Flavor foi, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados da noite, um verdadeiro duelo de talento, carisma e presença de palco.
E embora a vitória tenha sido clara para os jurados, o público ficou dividido. Para muitos, poderia até ter havido um empate, tamanho o nível de entrega e performance das finalistas. Ambas apresentaram looks impecáveis, performances de arrepiar e mostraram o verdadeiro espírito do drag: arte, paixão e autenticidade. Mais uma vez, o Miss Drag Lisboa provou ser um marco na cultura drag portuguesa, reforça o seu status como um dos eventos mais bem organizados e vibrantes da cena queer portuguesa, e deixa o público ansioso para o que vem no próximo ano, fortalecendo laços na comunidade e dando visibilidade a artistas que merecem todo o reconhecimento. Um evento que continua a crescer, evoluir e emocionar ano após ano.
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Erik Silva


