A REDI – Rede Empresarial pela Diversidade e Inclusão LGBTI – é uma associação criada com o propósito de promover o interesse público, contribuindo para uma sociedade portuguesa mais inclusiva, através do combate à discriminação e da promoção da igualdade de oportunidades.
Fundada em Maio de 2025 e inspirada no modelo da REDI Espanha, a organização nasce do e para o ecossistema empresarial português. Através da sua identidade própria, a REDI pretende responder aos desafios específicos do contexto nacional, promovendo ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos, independentemente da orientação sexual, identidade ou expressão de género, ou características sexuais de cada pessoa. A REDI é aberta à participação de todas as empresas que queiram contribuir activamente para o cumprimento dos objetivos da associação, assim como também a qualquer pessoa que deseje colaborar de forma genuína e voluntária com o compromisso de construir uma sociedade mais inclusiva. Entre os seus associados, podemos encontrar empresas como a Siemens, Repsol e Colgate. Em Portugal, e em menos de dois meses após a sua criação, a REDI já integra 30 empresas nacionais.
À Lusa o presidente da REDI Portugal, João Resende, afirma que “em Portugal não havia uma organização que trabalhasse esta temática de uma forma dirigida especificamente para as empresas. Há algumas associações que trabalham a temática da diversidade LGBTI, mas não é numa linguagem para as empresas, no contexto empresarial, e isso faz diferença”.
Segundo o responsável, a REDI Portugal pretende não só “dotar as empresas com recursos para trabalharem a matéria da diversidade LGBTI internamente”, como também ajudar essas mesmas empresas “a dirigir-se melhor aos seus clientes”, uma vez que são todas empresas que trabalham para o consumidor final e “os seus clientes reflectem a estrutura da sociedade. Para o responsável, as pessoas que fazem parte da comunidade LGBTI ou são simpatizantes e estão muito atentas ao que as empresas fazem se uma empresa não incorporar essa diversidade, seja interna ou externamente, ela “vai claramente transmitir a ideia de que os seus valores corporativos não integram de forma genuína a diversidade”.
“E os consumidores, os clientes, vão penalizar essas empresas”, alertou, defendendo que agora era o momento de avançar na criação de uma associação deste género e as empresas demonstrarem a sua adesão a estes valores.
João Resende entendeu, por isso, que é tempo “ajudar as empresas a criar um ambiente inclusivo e diverso que permita que essas pessoas vivam a sua vida e a sua forma de estar de forma natural é benéfico para as empresas”. “Isso significa que as pessoas não vivem a sua orientação ou identidade sexual de forma livre e espontânea e isso tem um impacto, que é as pessoas gastam energia a esconder a sua vida pessoal (…) e acabam por ser menos dedicadas àquilo que é a sua função dentro da empresa, menos produtivas, menos eficientes, menos engajadas, menos dedicadas, menos enturmadas com a empresa”, apontou.
Mais informações sobre a missão da REDI e como ser uma empresa associaao podem ser encontradas no site oficial: https://www.redi-lgbti.pt/
Maria Raposo


