No dia 1 de Dezembro, à semelhança do protesto No Kings Day que houve nos EUA e um pouco por todo o mundo, o No Facho Day convoca que tomemos as ruas contra o ódio, contra a anestesia cívica, contra a intolerância, contra a desumanidade. No dia da Restauração da Independência, este protesto pretende restaurar a liberdade, a empatia e a resistência cultural.
Num momento crítico que atravessa o nosso país com o novo pacote laboral considerado um ataque aos trabalhadores e que culminou numa greve geral anunciada para dia 11 de Dezembro; os crimes de ódio que aumentaram exponencialmente incluindo, verifica-se nas camadas mais jovens como o caso da criança de 9 anos em Cinfães, que ficou sem as pontas dos dedos no que parece ser um caso de xenofobia e bullying; a violência doméstica que continua a aumentar; tal com a força da extrema direita e os seus ataques a várias pessoas e colectivos, sendo a nossa comunidade um dos alvos; aos actos de racismo diários; ao agravar dos problemas da habitação com o valor das casas a aumentar todos os meses e despejos de pessoas que não tem onde morar senão em barracas, e sem soluções práticas e combativas; ao desmantelamento do SNS com a ordem da ministra para cortar nas despesas e o sério problema misógino do encerramento das urgências de obstetrícia e as contínuas notícias de grávidas a parir em ambulâncias ou estações de serviço ou infelizmente a morrer em causas desconhecidas. Por todos estes motivos, e graves problemas que o país enfrenta, o No Facho Day pede para sairmos às ruas. Para tomarmos as ruas e mostrarmos aos de cima que não iremos tolerar as piores políticas públicas, a desvalorização da vida de todos nós e a opressão crescente que sentimos todos os dias. É um movimento apartidário, e apela à participação de todos nós.
Como referido, será no dia 1 de Dezembro, às 15h30m, em várias cidades tais como:
Coimbra – Praça 8 de Maio;
Faro – Praça D. Francisco Gomes;
Lisboa – Assembleia da República;
Porto – Avenida dos Aliados;
Para além da demonstração de resistência, é também uma homenagem àqueles que deram a vida pela nossa querida liberdade.
Nós, no dezanove.pt, apelamos à participação pela defesa da nossa frágil democracia e pela protecção dos nossos direitos humanos.
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artigo em actualização (mobiliza-te para levar a manifestação até à tua cidade!)
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Sara Correia


