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NOS Alive – três dias para nunca deixar de sonhar



O NOS Alive terminou anteontem mais uma edição repleta de música, cor e festa, com um primeiro dia esgotado marcado pela actuação de Olivia Rodrigo, que encantou especialmente o público mais jovem. O cartaz voltou a destacar-se pela diversidade, com nomes para todos os gostos.

No segundo dia, a norueguesa girl in red foi um dos nomes mais aguardados. Alguns elementos do público (que preferiram não ser identificados), revelaram ao dezanove.pt que “(…) a música dela esteve lá para mim nos momentos mais difíceis, mas também nos mais felizes. (…)”. Numa actuação energética e emotiva, abordou temas como o primeiro amor por outra mulher e a adição. Antes de cantar um dos seus temas mais famosos, “We fell in love in october”, revelou ao público a sua história: “(…) Eu namorava com um rapaz fantástico, mas terminámos a nossa relação e eu apaixonei-me por uma rapariga incrível.”. Tendo tempo ainda para temas como Serotonin ou Hemingway, o seu mais recente single que aborda o alcoolismo, girl in red encerrou com um mergulho para o público e envergando numa bandeira de orgulho lésbico oferecida por fãs.

Também no segundo dia de festival, Marianne, Saint Caboclo e Herlander fizeram a sua estreia no palco Coreto do Passeio Marítimo de Algés. Saint deu cor à noite de sexta-feira, numa actuação vibrante e cheia de ritmo. Antes do seu set, teve tempo para deixar uma mensagem aos leitores do dezanove.pt: “(…) Apoiem os vossos amigos. É essa a mensagem que quero deixar para todos.”.

E foi mesmo isso que o DJ fez, porque logo após o seu concerto, dirigiu-se ao palco WTF Clubbing para apoiar a também DJ e produtora Von Di. Com uma entrada que pedia a “all the girls, gays and theys” para se juntarem na pista de dança, Von Di incendiou o festival com um espectáculo de luz e energia contagiante. Quem por ali passou, não resistiu a ficar para dar um pezinho de dança antes de encerrar a sua noite.

St. Vincent foi a penúltima artista a actuar no Palco Heineken, e contagiou o público com a sua performance dramática e sedutora, crowdsurfing e uma declaração de amor a Lisboa, reforçando o seu estatuto de uma das maiores entertainers da música rock.

O último dia trouxe a surpresa punk de Amyl and the Sniffers ao Palco Heineken, com uma actuação explosiva, o aniversário do baterista e a presença de uma bandeira palestiniana no palco. CMAT, um dos mais recentes ícones da música queer, abriu o palco principal com a sua pop irreverente e vulnerável, conquistando o público com humor e autenticidade.

Os Muse voltaram a entusiasmar o público português com um espectáculo poderoso e pirotécnico. Cantando temas como “Uprising” e “Time is Running Out”, a banda inglesa convenceu o público a cantar em uníssono canções de manifestação, política, amor e desejo. A encerrar a edição, os Nine Inch Nails trouxeram raiva, intensidade e muito desejo ao palco do festival. 

O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés a 9, 10 e 11 de Julho de 2026. Os Buraka Som Sistema são a primeira confirmação do cartaz.

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Maria Raposo

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