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Nova purga gay na Tchetchénia: 2 mortos e 40 detidos

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Segundo activistas russos de defesa dos direitos LGBTI, pelo menos 40 pessoas foram presas e duas delas morreram naquilo que está a ser descrito como uma nova onda de repressão contra homossexuais na república russa da Tchetchénia.

 

As acusações conhecidas em Moscovo esta segunda-feira somam-se aos relatos de 2017, segundo os quais mais de cem homens homossexuais foram presos, torturados com choque eléctricos e três deles terão morrido, segundo o jornal russo Novoya Gazeta. Na altura as autoridades tchechenas negaram todas as acusações ao passo que as autoridades federais levaram a cabo uma investigação, mas não encontraram provas que confirmassem as denúncias que tiveram impacto em todo o mundo.  Em Portugal, decorreram protestos frente à embaixada da Rússia em Lisboa, frente ao Consulado da Rússia no Porto e nas ruas do Funchal. Na altura, várias figuras públicas portuguesas insurgiram-se contra a barbárie.

Alvi Karimov, o porta-voz do líder tchetcheno Ramzan Kadyrov, disse esta segunda-feira que os relatórios são "mentiras completas e não têm um pingo de verdade", informou a agência Interfax. Karimov insistiu que ninguém foi preso naquela república do Cáucaso por suspeita de ser homossexual. Esta nova denúncia agora conhecida partiu dos activistas da Rede LGBT da Rússia - que monitoriza a situação na Tchetchénia e ajuda as vítimas. Segundo esta organização de defesa dos direitos das pessoas LGBTI cerca de 40 homens e mulheres foram presos em Dezembro por suspeita de serem gays e pelo menos dois deles morreram durante a detenção . Acredita-se que os detidos estão nas mesmas instalações que aparecem nos relatórios de 2017, considerados campos de concentração destinados a pessoas LGBT. 

“As prisões generalizadas, a tortura e a morte de gays foram retomadas na Tchetchénia", disse Igor Kochetkov, director da Rede LGBT. "A perseguição de homens e mulheres que são suspeitos de serem gays nunca parou. Só a intensidade é que mudou ". 

As autoridades russas sempre negaram a existência de tortura e mortes nesta região predominantemente muçulmana e onde a homossexualidade é um tabu. 

Em 2017, um cidadão tchetcheno de nome Maxim Lapunov disse ao Jornal Novoya Gazeta ter sido detido nas ruas de Grozni, capital da Tchetchénia, tendo sido golpeado durante duas semanas. Quando foi libertado ameaçaram-no que se falasse do assunto seria morto.  

 

Foto: Luís Costa