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Segundo levantamento da ILGA (Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Trans e Intersexuais), 70 países criminalizam a homossexualidade, o que representa 35% das nações membros da ONU (Organização das Nações Unidas). 

Mundialmente, a pena para relações entre pessoas do mesmo sexo varia entre multas e prisão (inclusive perpétua), até sentença de morte é estabelecida como no Qatar, que é sede da 22ª edição da Copa do Mundo de Futebol, realizada pela primeira vez no Oriente Médio, entre os dias 21 de Novembro e 18 de Dezembro de 2022.

A pena de morte está prevista na legislação do Qatar (Código Penal - Lei nº 11 de 2004). Não “sair do armário” é uma opção de sobrevivência em algumas regiões do Oriente Médio. Beijos, carícias e até mesmo abraços devem ser evitados em público, sob o risco de processo e até punição criminal.

 

Aconteceu no Qatar

Em 1997, houve a deportação de 36 gays filipinos após serem submetidos a 90 chibatadas por actividade sexual com pessoas do mesmo sexo.
Em 2016, o jornal Doha News publicou um artigo de opinião de um homem do Qatar sobre os desafios de ser gay que levou a um debate significativo. Em resposta, foi publicado um texto que criticava o meio de comunicação por permitir que o tema “homossexualidade” fosse discutido no país.
Em Julho de 2018, artigos relacionados aos direitos de gays e transgéneros foram censurados na versão impressão do New York Times no Qatar.

Segundo a publicação do The Guardian a FIFA já havia pressionado o governo para que exista uma força tarefa anti-discriminação durante a realização da Copa do Mundo no país. Vale ressaltar que muita coisa pode mudar até a data do mundial. O Comité Organizador Local já sinalizou que o país está disposto a flexibilizar algumas de suas tradições para melhor receber os turistas do mundo todo.

Pela lei local, todos os cidadãos estrangeiros no país devem andar com um documento de identificação. A pessoa que for abordada e não apresentar uma prova de identificação está sujeita a multa, possíveis interrogatórios ou, em casos extremos, até a detenção.

 

Futebol x homofobia

As atitudes dos atletas e Confederações durante a Eurocopa 2020 proporcionaram esperança para os LGBT’s no meio futebolístico. O futebol masculino possui raros exemplos de jogadores LGBTQIA+ que tornam pública a sua orientação sexual. É possível dizer que não há nenhum jogador em atividade de notoriedade mundial que fale abertamente sobre o assunto, muito por conta de um conjunto de fatores que atrapalham essa liberdade.

No contexto histórico, Justin Fashanu foi o primeiro atleta inglês, a dizer que era gay. Tornou-se símbolo de liberdade e ganhou destaque como sendo o jogador mais caro a ser contratado (1 milhão de libras, cerca de 1,165 milhão de euros) pelo Nottingham Forest. Fashanu sempre esteve nos média por conta do questionamento sobre a sua orientação sexual. Na década de 90, decidiu conceder uma entrevista ao jornal The Sun revelando sua homossexualidade.

Em 1998, Fashanu foi acusado de estupro por um jovem de 17 anos de idade. Na época o atleta morava em Maryland (USA), estado em que a homossexualidade era considerada crime. Antes da acusação, o jogador fugiu para a Inglaterra temendo ser incriminado pela justiça norte-americana. Na Inglaterra, Fashanu cometeu suicídio, deixou uma carta negando as acusações e relatando que fugiu porque nem sempre a Justiça é justa e sentia que seu julgamento seria afectado por sua homossexualidade.

 

Alex Gonçalves de São Paulo

 

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