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Ódio homofóbico mata na Letónia

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Atenção: artigo com conteúdo sensível.

Normunds Kindzulis, de 30 anos, paramédico foi queimado vivo à porta de casa por ser gay, na Letónia.

A chamada de atenção para este crime de ódio foi feita no Twitter esta manhã pelo utilizador bossito. 

 

Kindzulis morreu após ter sofrido queimaduras graves. Esta informação foi confirmada pela rádio letã Dace Jaunkļaviņa, que entretanto esteve a angariar donativos para as vítimas desta tragédia. 

Este terrível acontecimento ocorreu na semana passada, na cidade de Tukums, situada uma hora de carro de Riga. 

Durante a noite uma das pessoas que vivia no mesmo edifício acorreu à porta de Normunds que se encontrava a gritar já envolto pelas chamas. Embora este assunto ainda esteja em investigação, suspeita-se que este crime foi cometido por motivos homofóbicos. 

Segundo a imprensa letã consultada pelo dezanove.pt, ambos os feridos já tinham recebido ameaças, mas a polícia de Tukums recusou-se na altura a iniciar o processo criminal. 

Ainda segundo a mesma fonte a Polícia Estadual está a considerar as várias versões possíveis: está a examinar a versão do ataque de ódio e as outras circunstâncias do incidente. 

Normunds Kindzulis trabalhava como paramédico desde 2015, começou como assistente médico, depois de se ter formado na Red Cross College da Universidade Stradins de Riga. Quem o conhecia de perto não poupa nos elogios: Normund era ágil, prestável e" incrivelmente enorme. Normunds tinha um conhecimento muito forte e excelente da medicina". 

Kaspars Zālītis, representante da Mozaika, organização letã que defende as minorias sexuais já expressou suas condolências pelo sucedido. Também a EPOA lamentou o sucedido:

 

 

Este estado membro da UE é um país onde a homofobia corre à solta. Segundo o Relatório Rainbow Map 2020 da Ilga Europa o estado letão não ultrapassou os 17% numa escala de 100 no que diz respeito aos direitos das pessoas LGBTI. Dentro da UE, com pontuação mais baixa só a Polónia (16). 

 

 
 
 
 
 
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Notícia actualizada com as duas inserções do Twitter (@bossito e @europride)  e lista de contactos das associaçãoes de apoio às pessoas LGBTI às 22:40