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Diogo Faro, muito activo nas suas redes sociais, nomeadamente no que diz respeito aos direitos das minorias, partilhou na sua conta de Instagram, a 6 de Janeiro, uma história sobre Miguel Milhão, o fundador da Prozis – homem que já se manifestou contra o direito à IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez), que criticou a Vodafone por apresentar uma campanha publicitária que abordava a homossexualidade e que é manifestamente contra o socialismo, muito embora tenha recebido 18,5 milhões euros de fundos públicos.

 

Sem surpresas, Miguel Milhão convidou o líder do partido da extrema-direita (CH) para o seu podcast, o que levantou críticas por parte de Diogo Faro.

 

A questão, aqui, prende-se com o facto de muitas pessoas não reconhecerem o CH como um partido legítimo, uma vez, que assenta em ideais fascistas, tendo sido considerado, por um relatório americano, um «grupo radical de extrema-direita» e, como tal, não deveria ter sido legalizado, como defende a ex-deputada Ana Gomes. Ao constatarmos que uma determinada empresa apoia, patrocina ou procura credibilizar o referido partido, devemos continuar a adquirir os seus produtos? Ou, pelo contrário, deveríamos deixar de consumir os mesmos? 

A política de cancelamento suscita diversas questões de ética e apenas a nossa consciência poderá ditar a nossa decisão perante um possível dilema, contudo, se as pessoas que se sentem ofendidas pelas declarações de Miguel Milhão deixarem de consumir Prozis, o que dizer daquelas que o aplaudem? Passarão a ser consumidoras assíduas? E as celebridades que emprestam a sua fama para divulgar a marca, o que farão?

O dezanove escreve para minorias e a elas nos dirigimos. O que fazer? Que atitude tomar perante o tempo de antena que se dá às vozes que se levantam contra quem tanto teve de lutar pelo seu espaço em matéria de direitos? O que esperar das próximas eleições? Como mostrar o nosso desagrado, como eleitores e eleitoras, perante o destaque que um partido «ilegítimo» está a ter nas redes sociais, por intermédio das vozes sonantes da nossa sociedade? E como não contribuir financeiramente para o crescimento do dito partido?

 

Leonor Matos

 

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