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Porto quer (e vai) ter uma Rua com o nome de Gisberta

rua gisberta porto.png

Por um Porto que nunca se esqueça de Gisberta Salce Júnior. É assim, através de uma rua com o nome de Gisberta, que a Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho do Porto (COMOP) e outras pessoas defensoras dos direitos das pessoas LGBTI+ em que se inclui a actriz e activista, Sara Barros Leitão, pretendem homenagear a mulher morta no Porto há 15 anos.

 

"Está na hora de reconhecer e homenagear a vida de Gisberta Salce Júnior. Por isso, propomos que uma das ruas da cidade tenha o seu nome, através de um abaixo-assinado" . O documento será lançado hoje, 17 de Março, e terminará no dia da Marcha do Orgulho Porto de 2021 (data ainda por determinar). Esta iniciativa tem como objectivo promover uma reflexão sobre como se pode tornar o Porto uma cidade mais inclusiva e como se pode combater a opressão a que as pessoas LGBT+ estão sujeitas.

Esta, infelizmente, não foi a primeira tentativa de homenagear Gisberta. Em 2010, através do projecto "Viver a Rua", desenvolvido por uma parceria do NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica, inserido no FITEI –, com o envolvimento da comunidade, acabou por sugerir o seu nome para uma rua da cidade. A Comissão de Toponímia rejeitou esta proposta.

Em Março de 2020 a actriz Sara Barros Leitão voltou a abordar o mesmo objectivo no âmbito espetáculo “Todos Os Dias Me Sujo De Coisas Eternas”. Em comunicado a COMOP alega não ter obtido resposta por parte da Comissão de Toponímia.

"A violência de que a Gisberta foi alvo continua presente nas ruas do Porto, e um pouco por todo o país. Quinze anos depois, a comunidade trans continua largamente exposta à mesma marginalização, preconceito e violência que entregam às ruas todas as pessoas que a cidade é incapaz de proteger e abrigar com a mesma dignidade a que qualquer ser humano tem direito" considera a COMOP.

“A atribuição de um arruamento à memória da Gisberta, numa cidade onde faltam mulheres representadas na rua e mais ainda, mulheres trans, emigrantes, marginalizadas e que inspiraram milhares de pessoas a marchar por direitos iguais, é um passo gigante para representatividade, bem como motivo de orgulho para a cidade do Porto” acrescentam os responsáveis da COMOP.

Para além dos primeiros 14 colectivos que integram a COMOP e que subscrevem a iniciativa, qualquer pessoa ou associação poderá assinar o abaixo-assinado a partir de hoje às 19 horas. Liga-te no Instagram da Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto para mais informações.

Podes subscrever este abaixo-assinado aqui.

 

Notícia editada às 21h43 com o link para o abaixo-assinado.

Imagem: @Kiddo.Creative