A FIFA apanhou toda a gente de surpresa quando revelou ao mundo que o país anfitrião do Mundial de Futebol 2022 seria o Qatar, pais que é mais conhecido por ser um nome constante em listas de países que abusam os direitos humanos. O presidente do comité, Sheikh Mohammed bin Hamad Al-Thani (foto), saiu em defesa do seu país, dizendo que as pessoas tinham de deixar estas “ideias preconcebidas” em relação ao Qatar. E continuou: “Essa ideia que as mulheres são oprimidas é completamente errada.”
No entanto, em Maio deste ano a Amnistia Internacional publicou um relatório preocupante, no qual se lê que as mulheres no Qatar enfrentam discriminação e violência e que centenas de pessoas são arbitrariamente privadas da sua nacionalidade. Este relatório, que cobre o período de 2009, também declara que pelo menos 18 pessoas, na sua maioria estrangeiras, foram punidas por crimes relacionados com “relações sexuais ilícitas” ou consumo de álcool, com uma pena de flagelação, entre 40 e 100 chicoteadas. A Amnistia Internacional apelou ao Qatar para “suspender as restrições aos direitos de liberdade de opinião e expressão e promover a liberdade de imprensa”.
Outra questão que causa controvérsia, é o facto de a homossexualidade ser ilegal neste país. Ed Connel, o porta-voz da Gay Football Supporters Network declarou: “A FIFA está a tentar enviar uma mensagem de que a homofobia é inaceitável mas ao mesmo tempo apoia um país onde a homossexualidade é ilegal. Como é que as pessoas vão interpretar o compromisso da FIFA em combater a homofobia quando apoiam um pais desta forma? É uma mensagem muito contraditória.”
Para o Qatar e para o Médio Oriente esta é uma data memorável. Al-Thani declarou: “Iremos organizar este evento com paixão e assegurar que será um marco na história do Médio Oriente e da Fifa. Agradeço em nome dos milhões de pessoas no Médio Oriente por acreditarem em nós. Prometo que não iremos desapontar.” Desapontados, no entanto, estavam os Estados Unidos que eram os grandes favoritos para ganhar a organização deste evento, mas perderam na quarta ronda por 14 votos contra 8 a favor. O Mundial de 2018, onde Portugal concorria ao lado de Espanha, foi ganho pela Rússia.
Fonte: The Guardian



5 Comentários
Kuicky2000
Mesmo pondo de lado a questão humanitária, eu pergunto-me que adepto de futebol vai querer ir a um pais onde beber cerveja é punido com pena de prisão!!
Cabe aos adeptos boicotar esta escolha!
Daniel
concordo com o comentario anterior! boicotem O Mundial 2022!! Simples…
Pena o Qatar ter um registo em direitos humanos, das mulheres e gays tao deprimente. O sheik na foto é todo jeitoso 😉 lol
enGine throbs
A Rússia é mais do mesmo… e ficou com o de 2018. Quem falou que nestes negócios tem de haver Direitos Humanos?
Eu fico-me por cá… a ver foto do sheik… cara de safado,tem! 🙂
gabriel wernersbach
HOMOFOBIA E MACHISMO SÃO INACEITÁVEIS. COMO PODEM, EM PLENO SÉCULO 21, SERES HOMOFOBICOS E MACHISTAS HAHAHA. CULTURA PORCARIA QUE ESSES ÁRABES TEM. NÃO SÃO PAÍSES DESENVOLVIDOS POR CAUSA DESSAS LEIS HORROROSAS, PENA DE MORTE PARA GAYS.
Anónimo
O ex-presidente uruguaio (presidente na altura em que este artigo foi escrito) é que tinha razão: na FIFA são “um bando de filhos da puta”.