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"Tens razão. É um tempo e uma época que não volta mais" – Dizia-me um amigo quando falava-mos de romance, ou melhor da falta dele.

 

O romance demora tempo e hoje é tudo no imediato, no já, no agora, na distância de um clique. O namoro é quase inexistente, esse tempo de excelência para o romance.

Mas a forma de estar na sociedade mudou, as pessoas mudaram, encontraram outras formas de relacionamento.

A monogamia já não é o padrão dos relacionamentos. 
Segundo o médico Leonardo Carvalho, existem várias formas de relacionamentos não monogâmicos. 

Fruto da abertura da sociedade e das leis, as relações homoafectivas ganharam espaço na sociedade. O casamento, entre pessoas do mesmo sexo, é incentivador à prática da monogamia.

No entanto, essa mesma abertura de costumes, trouxe à tona outros tipos de relacionamentos. As práticas não monogâmicas tornam-se mais comuns e visíveis.

Assim, e segundo Leonardo Carvalho, existe o ‘relacionamento liberal’, com um molde monogâmico clássico mas que permite liberdade sexual, como beijar outras pessoas ou a prática do swing (sexo entre casais).

Já quando os envolvidos apresentam exclusividade afectiva entre si, mas tem liberdade sexual e ter relações com outras pessoas, tratar-se-á de um ‘relacionamento aberto’.

‘Don’t ask, don’t tell’, trata-se de um relacionamento aberto em que os envolvidos apresentam liberdade sexual, mas têm um acordo de nunca comentarem ou perguntarem sobre as suas aventuras com o seu parceiro.

‘Poliamor fechado’ ou ‘polifidelidade’ é uma forma de relacionamento que envolve três ou mais pessoas, que se relacionam sexual e amorosamente apenas entre si.

Já o ‘poliamor aberto’ trata-se de um relacionamento que envolve três ou mais pessoas, que têm a liberdade de manterem relações sexuais com outras pessoas. Geralmente neste caso adopta-se a exclusividade afectiva, ou seja, os envolvidos têm envolvimento amoroso apenas entre si. Quando há liberdade sexual e afectiva, o conceito confunde-se com o de ‘amor livre’.

Nas ‘relações livres’ ou ‘amor livre’ existe liberdade sexual e afectiva, estando os envolvidos livres para desfrutar de sexo ou amor com quem lhes for aprazível.

Já quem desfruta dos relacionamentos sem adoptar rótulos e que rejeita qualquer definiçāo entre os tipos de relacionamento, pode-se denominar de ‘anarquia relacional’.

Estas são apenas definições gerais e bastante simplificadas. A ‘não monogamia’ não é um conceito exacto e dependerá da visão de cada um.

As relações ‘não monogâmicas’ carecem de uma conversa sobre o como e o deve ocorrer, bem como quais são as ‘regras’. Não existe um certo e errado, apenas o que é mais confortável para todas as partes envolvidas

Essas regras não são imutáveis. Eventualmente os envolvidos podem passar para relacionamentos mais livres ou mesmo adoptar um modelo mais fechado.

Sendo certo que os acordos entre duas ou mais pessoas adultas dizem respeito apenas aos envolvidos.

 

Miguel Rodeia

 

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