Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

aeQuum: Um chão comum de Faro… para todo o país!

IMG_0085.JPG

A ideia de criar a aeQuum surgiu num almoço de amigos – os membros fundadores João Henrique Duarte (Presidente da direcção), Max Spencer-Dohner, Alexandre Bally e Christoph Seibold - onde, à volta de divinas iguarias, se debatia a necessidade de mais associações LGBTQIA+ em Portugal.

 

Cured – o documentário que tens de ver! (com trailer)

98e3e8db0177fce4 (1).jpg

A estreia de Cured (2020) no Queer Lisboa não deixou ninguém indiferente: ouviram-se risadas, sons de espanto e, inclusive, teve direito a aplausos ainda durante a sua projecção. Esta é uma viagem que não vais querer perder.

 

Junho relembra a força dos activismos LGBTI+

21783618_RgO2Z.png

Junho é, como bem sabemos, o mês do orgulho LGBTI+. Um mês em que revisitamos aquele que fora o primeiro momento político de rua, da comunidade LGBTI+.

 

A partir dos motins que se desenrolaram no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, espaço de pertença e socialização de pessoas LGBT, frequentemente sujeitas à violência e perseguição policial, mostravam naquele mês de Junho de 1969, querer por termo à marginalização a que estavam sujeitas, tendo ao longo de uma semana, despertado uma onda de protestos revolucionários que se iriam depois fazer repercutir a outras partes do mundo. 

Expondo os crimes de ódio e desrespeito associados ao estigma de género e identidade sexual, os revolucionários movimentos activistas LGBTI+, mostravam reunir em si o sentido de uma comunidade própria, diversa, com voz e reconhecimento de um esforço comum pela visibilidade da(s) identidade(s) de género e alcance da universalidade dos direitos humanos. Ainda que sujeitos a tensões entre movimentos pela visibilidade gay, lésbica e trans, entre valores e representações limitadores da feminilidade e masculinidade, o sentido de comunidade LGBTI+ foi crescendo ao longo das últimas décadas do séc. XX, tendo a atrocidade causada pela pandemia VIH/SIDA, catapultado a criação de projectos políticos nacionais que reconhecessem e protegessem as pessoas LGBTI+.

Em Portugal, um país marcadamente católico e com profundas cicatrizes de um regime autoritário de longa data, o movimento LGBTI+ mostrara grandes dificuldades em se fazer expressar. Fora na década de 1990, muito por mérito das associações de apoio a pessoas VIH/SIDA (Associação Abraço), da força de partidos de esquerda (GTH-PSR), e da abertura do Centro Comunitário Gay e Lésbico em Lisboa (ILGA Portugal), que começaram a florescer os primeiros sinais de uma cultura queer. A também produção de conhecimento científico sobre Estudos de Género aliada à criação de legislação em matérias de sexualidade e igualdade de género, traziam o país, anos mais tarde, para uma posição pioneira em matérias de igualdade e diversidade nos rankings dos países mais LGBTI+ friendly do mundo.

Na década de 1990, muito por mérito das associações de apoio a pessoas VIH/SIDA (Associação Abraço), da força de partidos de esquerda (GTH-PSR), e da abertura do Centro Comunitário Gay e Lésbico em Lisboa (ILGA Portugal) começaram a florescer os primeiros sinais de uma cultura queer.

A abertura à diversidade e à democratização das relações de género, através da criação de legislação própria em matérias de não discriminação da orientação sexual ou da autonomização das identidades de género, trouxeram uma abertura e avanço ímpar no que toca ao reconhecimento e protecção de pessoas de identidade diversa, habitualmente entregues à clandestinidade social. Para isso muito contribuíram as instâncias internacionais, que reconhecem a diversidade de género e sexual, emitindo recomendações aos Estados de Direito, mas, e, sobretudo, a nível nacional, o papel de todas aquelas pessoas que contribuíram para a criação de um activismo LGBTI+. Um activismo que relembra os avanços e recuos no que toca a matérias do domínio do género, sexo e sexualidade, não deixando de reconhecer a inalienabilidade dos direitos humanos e da obrigatoriedade dos governos nacionais em produzirem legislação que proteja estas pessoas.

Actualmente, Portugal conta com mais de uma dúzia de marchas de Orgulho LGBTI+. Do Norte ao Sul do país, do interior para os arquipélagos, de Barcelos ao Algarve, Madeira e Açores, os movimentos em prol da defesa dos direitos de igualdade e reconhecimento identitário de género ou sexualidade, erguem-se face às clássicas e demagógicas assimetrias de género binário heterossexual. Lutando pela vida pessoal e social, pela vida em família, por trabalho e direito à cidadania, o mês do orgulho ainda que com restrições pandémicas volta a fazer-se cumprir nas ruas, não esquecendo que a diversidade ou a diferença que a todos nos caracteriza, continua a ser motivo de controlo e de marginalização para aqueles que transgridem as negativas convenções sociais. Um mês que sinaliza as lutas que faltam cumprir, apelando à acção e reflexão das narrativas opressivas e estereotipadas da(s) identidade(s) singulares e comunitárias.

Em Junho cumpre-se o direito a ocupar as ruas sob a cor do arco-íris.

 

Daniel Santos Morais é mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e licenciado em Estudos Europeus pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

 

A roupa não tem género. Alunos de Cascais usaram saia contra o preconceito

alunos de saia

Em Cascais, na Escola secundária de Carcavelos e na Escola Miguel Teixeira Gomes, os alunos foram convidados a usar saia contra o preconceito esta sexta-feira, 14 de Maio.

Clube Safo 25 anos: “Um compromisso com as vidas das mulheres que têm relações com mulheres”

Alexandra Santos Clube Safo.JPG

No ano em que o Clube Safo - organização de defesa dos direitos das mulheres lésbicas - faz 25 anos de existência, entrevistámos Alexandra Santos, membro da direcção.

 

 

Cuidado com as víboras na sopa de letras

Summy Luís.png

O caminho para o Inferno está calcetado com boas intenções. Poder absoluto corrompe absolutamente. E as pessoas que tendem a ocupar posições de poder e sucesso tendem a demonstrar atitudes ou tendências sócio-psicopatas. Estas são todas frases e dizeres que todos já ouvimos. E, por experiência própria, posso comentar nas suas veracidades.

Arquivo de Identidade Angolano: uma associação feminista e descolonial 

Líria de Castro

Têm quatro anos de existência e centram o seu trabalho no diálogo e na acção para mais igualdade e justiça das pessoas LGBTQ+ em Luanda. Para isso partem de dinâmicas feministas negras e descoloniais para a criação de redes de acção e solidariedade. Esta abordagem já tem ecos junto das instituições do Estado como o Ministério da Justiça em Angola para a criação de uma agenda pela igualdade e respeito pelos direitos humanos das pessoas LGBTQ+. Líria de Castro é a activista angolana que dirige a AIA e falou-nos dos desafios da organização do colectivo AIA em tempos de pandemia. 

 

Sida em debate no Queer Lisboa

Cinema São Jorge.jpg

O Queer Lisboa não é só filmes. Este Sábado, 19 de Setembro, a partir das 18 horas a iniciativa Lisboa Sem Sida e o CheckpointLX convidam Maria José Campos, Paolo Gorgoni, Sérgio Vitorino e Pedro Silvério Marques a debater o tema da sida. A moderação ficará a cargo de Sofia Crisóstomo e Luís Veríssimo.