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Nem na mata se encontram histórias assim

Natasha Semmynova homenageada e celebrada, no Teatro Sá da Bandeira

Natasha Semmynova

Natasha Semmynova foi homenageada, ontem, Domingo, 4 de Julho, na 11ª edição do Porto Drag Festival, no Teatro Sá da Bandeira. Até então, o festival acontecera no Café Lusitano, mas este ano, de forma a cumprir uma promessa feita a Natasha, realizou-se numa das salas de espectáculos existente na cidade do Porto.

Rua Gisberta: "Iremos levar esta iniciativa até ao fim"

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Muita tinta correu depois da Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho do Porto (COMOP), bem como outros colectivos e pessoas defensoras dos direitos das pessoas LGBTI+ terem anunciado que vão, mais uma vez, tentar que o nome de Gisberta, mulher trans que foi brutalmente assassinada há 15 anos, seja a designação de um arruamento, no Porto.

 

Mundo unido em tributo às vítimas de Orlando. Lisboa, Porto, Guarda e Ponta Delgada também vão sair à rua (com galeria de fotos)

Orlando

Multiplicam-se os tributos às vítimas do massacre de Orlando. As homenagens feitas por cidadãos que tomam praças com bandeiras do arco-íris, velas e cartazes sucedem-se: Banguecoque, Berlim, Belo Horizonte São Paulo, Paris, Istambul, Seattle, Hong Kong, Sidney, Seul, Rio de Janeiro, Wellington, São Francisco... A lista parece não ter fim.

Quantas vezes matarão Gisberta?

Sérgio Vitorino.jpg

Definitivamente, o ano de 2006 foi, para mim, um ano terrível. O ano em que perdi dez quilos em poucos meses, como denuncia, para quem me conhece, a foto que acompanha este texto, tirada na Marcha de Lisboa desse ano. Um ano de morte. A morte simbólica da minha vivência – até então sem “contraditório” – de uma cidade do Porto feita apenas de afectos e generosidade; o desaparecimento da minha mãe após demasiado tempo de sofrimento, falecida poucos meses depois dos factos que motivam este artigo e de quem me encontrava a cuidar praticamente a tempo inteiro quando soou o primeiro alarme de que algo pavoroso tinha acontecido num prédio inacabado da Invicta, às mãos de um grupo de catorze rapazes com idades entre os 12 e os 16 anos. Cada um deles, diga-se, simultaneamente algoz e vítima de maus-tratos na infância, a confirmar que a linguagem de violência é muitas vezes de novo reproduzida porque a conheceu na pele e nunca conheceu outra.