O projecto "INTIMATE – Cidadania, Cuidado e Escolha: A Micropolítica da Intimidade na Europa do Sul", é um projecto de investigação que estuda a intimidade a partir da perspectiva de pessoas historicamente nas margens das prioridades políticas, jurídicas e sociais na Europa do Sul (Espanha, Itália e Portugal): pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer (LGBTQ).
André e António, são portugueses, têm formação universitária e como vários outros casais tinham o desejo de aumentar a família. No entanto, havia um impedimento discriminatório e legal até ao último mês de Fevereiro, que só terminou depois de uma saga que todos conhecemos.
André, António e a pequena Alice: Todos já vivem debaixo do mesmo tecto físico, mas o tecto apenas protegia dois membros desta família. Desde de terça-feira esta situação já pode ser alterada. Foi isso que fomos saber:
O que nós gostamos de contar histórias de amor e com finais felizes, e, por isso, os nomes Marta, Mariana e o pequeno Matias já não são uma novidade aqui no dezanove.pt. Aliás, o pequeno Matias bate o nosso recorde do mais jovem de sempre a aparecer no dezanove.
É decididamente um momento que fica para a história dos Direitos das pessoas LGBT em Portugal. A adopção de crianças já é uma realidade para casais do mesmo sexo.
Tal como esperado, a maioria de Esquerda no Parlamento voltou hoje a votar favoravelmente, e sem quaisquer alterações, o diploma que permite a possibilidade de adopção de crianças aos casais do mesmo sexo e o diploma que revoga as alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez.
O caso está a dividir o Reino Unido. O pai da criança garante que o seu filho é amado, não fez nada de mal e que se sente feliz, tal como a sua própria mãe, que engravidou para o ajudar a ser pai.
Isabel Advirta, que acaba de assumir a direcção da ILGA Portugal, explica em entrevista ao dezanove.pt porque escolheu as questões da parentalidade como prioridade. E aponta para os aspectos negativos e positivos do actual governo em questões LGBT.
Pela primeira vez um recém-nascido foi registado com o nome de três pessoas como progenitores da criança. O sucedido é inédito e aconteceu no Canadá. Della, o bebé de três meses, é filha de um casal de lésbicas e um amigo, o pai biológico.
A adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo voltou a ser chumbada no Parlamento esta sexta-feira, com votos contra de deputados do PSD, PS e CDS. As propostas do Bloco de Esquerda e de Os Verdes pretendiam alargar a possibilidade de adopção. Já a proposta de co-adopção conseguiu passar. Desta forma, passa a ser possível estender ao outro elemento do casal ou da união de facto o vínculo de parentalidade que o outro cônjuge já tem em relação à criança.
Depois de Homecoming o realizador Mike Buonaiuto já conseguiu angariar fundos para um novo vídeo desta vez com objectivo de sensibilizar a sociedade para a importância do reconhecimento legal da adopção por parte de casais do mesmo sexo na Europa.
Para Catarina Leitão a única razão que leva à proibição da adopção por casais do mesmo sexo em Portugal é apenas uma: o preconceito.
Catarina tem 28 anos, está a efectuar doutoramento em Psicologia Social na Universidade do Minho e é uma das centenas de pessoas que submeteu uma iniciativa de cidadania no portal de Governo de Portugal: "Parentalidade em Casais do Mesmo Sexo". Este movimento defende a possibilidade de adopção de crianças por ambos os cônjuges, a co-adopção de filho biológico do companheiro e o acesso à procriação medicamente assistida em casais do mesmo sexo.
O tema da adopção de crianças por casais do mesmo sexo vai voltar à Assembleia da República após as férias de Verão. A acção partiu de quatro deputados do PS (Pedro Delgado Alves, Isabel Moreira, Elza Pais e Maria Antónia Almeida Santos) que apresentaram em Julho último uma proposta de projecto-lei para a co-adopção de crianças que já vivem em famílias constituídas por casais do mesmo sexo. Se o projecto-lei for aprovado, este garante que o poder paternal seja dividido por ambas as partes do casal e uma maior segurança e igualdade para as crianças.
É com este cenário em vista que surge agora uma petição online [assinar aqui] que pretende sensibilizar a população portuguesa para a importância de legislar a parentalidade por casais do mesmo sexo.
Quando se fala de união entre pessoas do mesmo sexo, a questão da adopção é incontornável. Um grupo de investigadores em vez de estudar o impacto de ter dois pais ou duas mães sobre a criança fez o inverso: analisou o impacto que os filhos têm na vida do casal.