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Goa quer colocar jovens LGBT em centros de reabilitação para ficarem “normais”

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Ministro indiano da ex-colónia portuguesa de Goa quer "tratar" jovens da comunidade LGBT com o objectivo de os tornar "normais".

A Índia é um país de contrastes, um subcontinente onde os extremos se tocam. De maravilhas arquitectónicas, paisagísticas e culturais à horrível condição de uma sociedade de castas.

Nas questões LGBT a Índia teve no passado recente algum progresso nomeadamente com a despenalização, em 2009, das relações LGBT pondo fim a uma lei inglesa de 1860, e com o reconhecimento do terceiro sexo que abrange uma grande comunidade transgénero do país. No entanto, sectores extremistas da sociedade conseguiram que o Supremo Tribunal de Justiça anulasse o acórdão de 2009 e a velha lei 377 de 1860 passasse a ser novamente considerada

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Mas a Justiça, e neste caso o poder político indiano, vai mais longe. Em Goa, conhecidas pelas suas praias paradisíacas, o governo local propõe-se curar a comunidade LGBT criando para isso centros de reabilitação tal qual como se de um vício ou de uma doença se tratasse. A proposta vai no sentido de criar um centro similar aos existentes para alcoólicos anónimos e curar quem sofre de tal “maleita” libertando a sociedade indiana, mais propriamente a goesa, do que consideram ser um “problema de saúde pública e moral”. A autoria da proposta é de Ramesh Tawadkar, ministro do Estado indiano de Goa. Os jovens goeses vão ser "treinados" e receber medicação durante o alegado tratamento no centro, disse esta segunda-feira o ministro do Desporto e Juventude. 

As organizações LGBT na Índia e internacionalmente não tardaram em se fazer ouvir condenando esta iniciativa. Gautam Bhan, activista e organizador do festival Nigah Queer, considerou as declarações de teor "infeliz e sem nenhum rigor científico". 

 

Filipe Carvalho

 

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