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Hepatite A: Prevalência dos casos entre homens confirmada. Vacina esgotada

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97 por cento dos casos diagnosticados com Hepatite A são relativos a pessoas do sexo masculino confirma a Direcção-Geral da Saúde (DGS), numa altura que a vacina contra a Hepatite A se encontra praticamente esgotada nas farmácias portuguesas. Esta quarta-feira foi divulgada uma lista de 'factores de risco' para pessoas não imunizadas ao vírus. 

Recorde-se que o ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças) tinha emitido um alerta sobre um surto de Hepatite A em 13 países europeus. Esta terça-feira a SIC avançava que a prevalência se situava na região da Grande Lisboa. A maioria dos casos reportados são homens que têm sexo com homens, o que já tinha levado o CheckpointLx a emitir uma nota há cerca de uma semana sobre a situação.

Esta quarta-feira a associação ILGA Portugal reuniu com a DGS e o GAT decidindo partilhar publicamente a seguinte informação: 

“Segundo as análises realizadas no nosso país, estão em maior risco de adquirir este surto específico de VHA as pessoas não imunizadas por vacinação ou infecção natural que:

- Se desloquem ou se tenham deslocado para áreas endémicas (Ásia, África, América Central e do Sul);
- Ingiram alimentos/água contaminados;
- Sejam homens gays ou bissexuais / homens que fazem sexo com homens com um ou mais dos seguintes comportamentos:
-> Sexo anal (com ou sem preservativo);
-> Sexo oro-anal;
-> Sexo anónimo com múltiplos parceiros;
-> Sexo praticado em saunas e clubes, entre outros locais;
-> Encontros sexuais combinados através de aplicações tecnológicas (Apps).

Pessoas que apresentem défices de factores da coagulação, utilizadoras/es de drogas injectáveis e não injectáveis, entres outros, têm maior risco de desenvolver a doença, ao entrarem em contacto com o vírus.

Perante a eventual dificuldade na obtenção da vacina em farmácia comunitária, deverá a/o farmacêutico ou utente contactar o Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde do INFARMED através do telefone 217 987 373 ou 800 222 444 (dias úteis das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00).

A higiene pessoal, familiar e doméstica, com particular ênfase na lavagem das mãos, região genital e perianal, são altamente efectivas no controlo da transmissão."

A associação LGBT explica ainda que na referida “reunião com a Direcção-Geral de Saúde, e uma vez mais, quisemos deixar claro que existem comportamentos (e não grupos) de risco, pelo que o enfoque deve estar precisamente nestes comportamentos, tendo a Orientação nº004/2017 sobre Hepatite A sido revista nesse sentido”. O texto prossegue referindo que “o médico assistente, através de prescrição médica, pode recomendar a vacinação das pessoas nas circunstâncias referidas. Para mais esclarecimentos, poderás também entrar em contacto com o CheckpointLXhttp://www.checkpointlx.com/

 

A primeira norma da DGS divulgada a propósito do aumento da actividade epidémica relacionava o surto de hepatite A com a prática de "chemsex" ("actividade sexual recorrendo a substâncias químicas), mas essa referência já não surge no documento divulgado nesta quarta-feira e em que se indicam os factores de risco acima. Podes consultar a norma aqui: http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n0042017-de-29032017.aspx

Isabel Aldir, directora do Programa Nacional para as Hepatites Virais da DGS, admitiu à Lusa que esta “actividade epidémica parece estar associada com muita frequência” a uma transmissão por via sexual através de determinadas práticas, sobretudo entre homens […] isto pode acontecer com qualquer indivíduo, com qualquer orientação sexual”.

 

A reter:

  • A principal forma de contágio é através da via fecal-oral e, ao contrário das hepatites B e C, que "podem evoluir para situações crónicas, a hepatite A é "uma doença curável e benigna”.
  • Tratamento: Não existe. Recomenda-se repouso, não ingestão de bebidas alcoólicas ou toma de medicamentos agressivos para o fígado.
  • A DGS recomenda que as pessoas que tenham estado em contacto com infectados pelo vírus da hepatite A se vacinem. A vacina deve ser tomada até duas semanas após o contacto. 

 

Esta quarta-feira, Diogo Medina, médico de saúde pública e colaborador na consulta de infeções sexualmente transmissíveis do CheckpointLX, esteve na Edição da Noite da SIC Notícias e falou sobre o surto de Hepatite A entre Homens que têm Sexo com Homens (HSH). Vale a pena ver:

 

 

Actualização a 31 de Março: A Direcção-Geral de Saúde requisitou 7000 vacinas contra a hepatite A ao circuito comercial, que serão administradas gratuitamente e sem pagamento de taxa moderadora na Unidade de Saúde da Baixa, em Lisboa.