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Os filmes LGBTI a não perder do DocLisboa’16 – incluindo o documentário sobre Cruzeiro Seixas e Cesariny

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O DocLisboa regressa à capital para encher a cidade de cinema documental. Serão 11 dias cheios de filmes de todos os feitios para todos os gostos. O dezanove percorreu toda a programação e escolheu os filmes LGBT a ver e a não perder. O destaque vai para “Cruzeiro Seixas – As Cartas do Rei Artur”. A 14.ª edição do Festival Internacional de Cinema acontece de 20 a 30 de Outubro, na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Museu Calouste Gulbenkian.

 

“Mapplethorpe: Look at the Pictures”
A única coisa mais ultrajante do que as fotografias do americano Robert Mapplethorpe foi a sua própria vida. Considerado um libertino em todos os sentidos, tanto na intimidade como na forma como retratava. Este é o retrato de um artista que transformou a fotografia contemporânea numa arte nobre, com uma visão que criou uma guerra cultural, ainda hoje feroz. Onde a (homos)sexualidade é fruto desejado e tantas vezes proibido e degustado.
22 de Outubro, 21h30, Culturgest, Grande Auditório.
De Fenton Bailey e Randy Barbato, 2016, EUA, 109’, Secção Heart Beat.

 

“Cruzeiro Seixas – As Cartas do Rei Artur”

Em Cruzeiro Seixas, obra e vida, existe um labirinto onde todos os caminhos levam a Mário Cesariny. Subjugado por esta obsessiva relação, Seixas não viveu, mas deixou documentos desse não viver: 95 anos de pintura e poesia à espera de um reconhecimento maior ao lado de outros autores surrealistas, incluindo Cesariny, o seu grande amor.
23 de Outubro, 18h45, Cinema São Jorge, Sala Manoel de Oliveira.
24 de Outubro, 15h30, Culturgest, Pequeno Auditório.
De Cláudia Rita Oliveira, 2015, Portugal, 85’, Secção Competição Portuguesa.

 

“Privilege”
Construído por diversas perspectivas que se inter-seccionam, o “privilégio” é o centro de reflexão e a menopausa o pretexto para questionar identidades e relacções de poder. Uma narrativa feita do cruzamento de ficção, documentário e imagens de arquivo. Considerado à época o trabalho mais arriscado e espirituoso de Rainer sobre desigualdades económicas, identidade sexual, raça, género e classe.
23 de Outubro, 19h, Gulbenkian, Sala Polivalente.
26 de Outubro, 19h45, Culturgest, Pequeno Auditório.
De Yvonne Rainer, 1990, EUA, 103’, Secção Riscos: Filmes de Correspondência – Missivas, Distâncias, Deslocações.

“Les Vies de Thérèse” | “The Lives of Thérèse”
Vencedor da Queer Palm no último Festival de Cannes, o filme percorre as batalhas que Thérèse Clerc travou durante as suas vidas. Desde o direito ao aborto passando pela igualdade entre homens e mulheres ou os direitos dos homossexuais. Sabendo que está a morrer de uma doença incurável, lança um último olhar ao que foi, revisitando todos os seus amores.
23 de Outubro, 19h, Culturgest, Grande Auditório.
27 de Outubro, 14h, Cinema São Jorge, Sala 3.
De Sébastien Lifshitz, 2016, Reino Unido, 69’, Secção Riscos: Realizador Convidado, Luke Fowler.

 


“Két Monológ” | “Two Monologues”
Dois portadores de VIH, uma mulher e um homem, falam separadamente sobre a sua intimidade, sexualidade e a forma como vivem e convivem com a infecção.
26 de Outubro, 16h30, Cinema São Jorge, Sala 3.
De Marianna Vas, 2015, Hungria, Portugal, Bélgica, 14’, Secção Verdes Anos.

 

“Simão”
A bola bate, os corpos suam, a energia sensual e o carácter escultural do corpo adolescente, no mundo (quase) perfeito do ténis.
26 de Outubro, 16h30, Cinema São Jorge, Sala 3.
De David Pinheiro Vicente, 2016, Portugal, 20’, Secção Verdes Anos.

 

“To the Editor of Amateur Photographer”

Viagem impressionista pelo arquivo do Pavilion de Leeds, que, nos anos 1980, começou por ser um estúdio de fotografia que apoiava mulheres fotógrafas. Tornando-se um estúdio feminino e feminista, onde as fotografas podiam expressar-se de forma livre, libertas das condições que lhe eram impostas pela sociedade. Antigos membros, homens e mulheres, dão a sua visão do passado artístico e activista do estúdio, cujas motivações se mantêm actuais.
28 de Outubro, 19h15, Culturgest, Pequeno Auditório.
30 de Outubro, 15h, Gulbenkian, Sala Polivalente.
De Luke Fowler e Mark Fell, 2014, Reino Unido, 69’, Secção Riscos: Realizador Convidado, Luke Fowler.

 

“Our Skin”

Numa chamada tardia, dois estranhos ganham coragem para partilhar intimidades. Entre os meandros do género, a sexualidade e o stress pós-traumático, esta curta apresenta um encontro fugaz que explora verdades profundas sobre alienação e a necessidade humana de conexão que são reveladas através do ponto de vista de um transexual e de um veterano do Afeganistão.
28 de Outubro, 14h, Cinema São Jorge, Sala 3.
De João Queiroga, 2016, Reino Unido, 17’, Secção Verdes Anos.

 

 

Luís Veríssimo, com informação do DocLisboa