Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Panteras Rosa exigem demissão imediata do Presidente do Instituto Português do Sangue

doação-de-sangue.jpg

Uma carta aberta do colectivo Panteras Rosa enviada à comunicação social esta quinta-feira exige a demissão imediata de Hélder Trindade, Instituto Português do Sangue e da Transplatação (IPST).

A carta é dirigida ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo, que tutela o IPST. Os membros da  frente de combate à Lesbigaytransfobia acusam este Instituto de promover políticas discriminatórias há 20 anos "baseadas em conceitos ultrapassados e critérios irresponsáveis".

Recorde-se que Hélder Trindade foi ouvido esta quarta-feira na Comissão Parlamentar da Saúde onde declarou que "o contacto sexual de homens com outros homens é definido como factor de risco" e é critério de exclusão para a dávida de sangue. 

As Panteras pedem ainda ao Ministro da Saúde "uma decisão política que acabe com a prática discriminatória na recolha de dádivas de sangue por parte do IPS e que garanta procedimentos seguros e eficazes na recolha de sangue". O mesmo colectivo advoga que "num País em que os stocks dos bancos de sangue atingem com regularidade níveis criticamente baixos, é o IPST que revela uma real prática de risco por não garantir a manutenção dos bancos de sangue e da protecção da qualidade do mesmo, quando exclui milhares de potenciais dadores ao insistir na exclusão arbitrária e generalizada de todos os 'homens que têm sexo com homens' ao invés de questionar todas as pessoas candidatas a dávida sobre as práticas sexuais desprotegidas concretas que realmente importa excluir.

Até ao momento o Ministério da Saúde não reagiu publicamente em torno desta questão.

Também a Rumos Novos, associação dos homossexuais católicos, fez saber numa nota à imprensa que as declarações do Presidente do IPST apelam à ideia de que este tipo de  interdição não se aplica aos "homossexuais 'não praticantes' e que tal traz à memória algumas posições católicas conservadoras de que se “acolhe o pecador, mas não o pecado”, ou mesmo aquelas do Catecismo da Igreja Católica, onde os homossexuais são “convidados” a uma vida casta, leia-se em completa abstinência."