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Quando um colectivo gay decidiu ajudar os mineiros do País de Gales (com vídeos)

O júri da Queer Palm deste ano, liderado por Bruce LaBruce e que contou com João Ferreira, programador e director artístico do QueerLisboa, atribuiu o prémio ao filme britânico “Pride” (2014), de Matthew Warchus.

Verão de 1984, Margaret Thatcher está no poder e o National Union of Mineworkers (Sindicato Nacional dos Mineiros) está em greve. Na Marcha do Orgulho Gay de Londres, um grupo de activistas gays e lésbicas decide arrecadar dinheiro para apoiar as famílias dos mineiros em greve. Mas há um problema: o sindicato parece envergonhado em receber o seu apoio. Os activistas não desistem. Os activistas decidem ignorar a Sindicato e vão directos aos mineiros. Identificam e escolhem uma aldeia mineira nas profundezas do País de Gales e partem num pequeno autocarro para fazer sua doação pessoalmente. E assim começa a história extraordinária de duas comunidades sem qualquer ligação aparente, que formam uma persistente, surpreendente e triunfante parceria.
“Pride” conseguiu bater a forte concorrência que havia este ano, desde “Respire” (2014) de Mélenie Laurent, passando por “Bande de Filles” (2014) de Céline Sciamma, por “Saint Laurent” (2014) de Bertrand Bonello e o muito falado “Mommy” (2014) de Xavier Dolan. Depois de o ano passado o filme a “A Vida de Adèle” (2013) de Abdellatif Kechiche, muitos jornalistas em Cannes estavam à espera que “Mommy” fosse sagrado vencedor da Palma de Ouro, contudo tal não aconteceu. Mas, Dolan pôde sair da Croisette com um sorriso nos lábios, visto que levou para casa o Prémio Especial do Júri (partilhado com “Adieu au Langage”, de Jean-Luc Godard).

 

Luís Veríssimo