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“Orlando” estreia no Centro Cultural de Vila Flor em Guimarães

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“Orlando”, com direcção de Albano Jerónimo, estreia dia 4 de Dezembro no Centro Cultural de Vila Flor. A peça parte de um texto de Virginia Wolf, mas também aborda o massacre de Orlando, um episódio que há seis anos marcou a comunidade LGBTI mundial.

A 12 de Junho de 2016 a discoteca Pulse (em Orlando, na Florida, EUA), foi palco de um ataque terrorista. Foram mortas 50 pessoas e outras 53 ficaram gravemente feridas. Considerado por muitos como um massacre este acontecimento gerou um movimento de solidariedade na comunidade LGBTI internacional. Este foi o pior atentado contra as pessoas LGBTI na história dos Estados Unidos da América.

É com base neste acontecimento que Albano Jerónimo traz aos palcos uma peça que relembra este massacre ocorrido em Orlando. O texto é de Cláudia Lucas Chéu, baseando-se em “Orlando” de Virginia Wolf e inspirado em vários momentos de discriminação contra a comunidade LGBTI, principalmente no registo documental do atentado na discoteca Pulse. Cláudia Lucas Chéu constrói uma narrativa que mistura o texto de Woolf com elementos de autoficção. Assim se cria uma nova ficção e um outro Orlando que visa gerar a reflexão sobre as questões de género e orientação sexual, e sobre as ondas de violência que estas originam.

A peça vai à cena no grande auditório do Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães, no dia 4 de Dezembro pelas 19h30. No elenco encontramos André Tecedeiro, Aurora Pinho, Cláudia Lucas Chéu, Diego Bragà, Eduardo Madeira, Luís Puto, Madalena Massano, Maria Ladeira, Pedro Lacerda, Rita Loureiro e Solange Freitas. 

Para além da peça há um conjunto de actividades paralelas como a visualização do documentário Samantha's Cocktail Party a 30 de Novembro pelas 21 horas no CCVF e oficinas para abordar a temática da identidade e das questões de género. 

 
 
 
 
 
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Recorde-se que em homenagem às vítimas deste crime grave, também André Murraças (encenador e dramaturgo) estreou “50. Orlando, ouve” na abertura do Queer Lisboa em 2016.

 

Rita Oliveira