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Casa cheia na entrega dos Prémios Arco-Íris

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O Teatro do Bairro (Lisboa) voltou a encher-se este Sábado à noite para mais uma entrega dos Prémios Arco-Íris promovidos pela ILGA Portugal. Entre os presentes estavam, entre outros, as deputadas Mariana Mortágua (BE) e Isabel Moreira (PS). Os vencedores tinham já sido divulgados semanas antes.

Logo no arranque, a nova presidente da associação, Isabel Advirta, frisou a importância das votações que deverão ocorrer a 21 de Janeiro no Parlamento sobre co-adopção, adopção e procriação medicamente assistida, antigas reinvindicações dos colectivos LGBT nacionais. Também Dulce Rocha, vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, que foi uma das entidades premiadas nos Prémios Arco-Íris referiu que “vai ser inevitável a aprovação da co-adopção. É uma injustiça óbvia. As crianças reconhecem as duas mães ou os dois pais. Não há razão para que continuemos a par da Rússia, Roménia e Ucrânia”.

Daniela Mercury, que se encontrava àquela hora no Brasil, agradeceu em vídeo o troféu, relembrando que protagonizou a primeira campanha contra a homofobia da ONU. “Em Portugal já fazem estas campanhas há muito tempo. Vocês sabem como é importante combater o preconceito”, considerou. A jurada do The Voice Kids (RTP) referiu ainda que “foi importante fazer um programa para crianças sem necessidade de justificar que tinha casado com uma mulher”. Daniela Mercury deixou ainda um apelo: “A paz também se faz com luta. É preciso confrontar, reagir, é preciso transparência. Todos devem poder viver na luz”. “Precisamos de tirar a sociedade da situação de conforto porque nós [LGBT] continuamos a viver em desconforto”, acrescentou.
A peça “Gisberta”, interpretada por Rita Ribeiro, foi também distinguida. “O espectáculo teve um feedback enorme. Era um espectáculo  necessário. Vimos muito abraços e lágrimas” na plateia, contou a actriz, que revelou que em Março, após um ano e meio de digressão, a peça “Gisberta” estará de regresso aos palcos. “Para mim foi um espectáculo muito constitutivo. Estou muito grata por este projecto ter vindo parar à minha vida. Ao fim de 40 anos vejo que o teatro também pode ser um serviço social”, reforçou Rita Ribeiro.

Já Teresa Tito de Morais, presidente do Conselho Português para os Refugiados, sublinhou, no discurso de agradecimento pelo prémio atribuído pela ILGA, que em 2014 “acolhemos um número elevado de pessoas em razão da orientação sexual”. “São pessoas que pretendem chegar a um país que lhes dê uma nova oportunidade na vida”, apontou. A jornalista Anabela Mota Ribeiro recebeu em nome de António Simões o prémio entregue ao presidente do HSBC do Reino Unido, que se encontrava em Nova Iorque. Coube ainda ao vereador com o pelouro dos Direitos Sociais, João Afonso, recolher o troféu atribuído ao Município de Lisboa.

 

Vê aqui o álbum fotográfico dos Prémios Arco-Íris