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Boy Erased: Um crime disfarçado de cura

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A sexualidade não é algo com que se possa brincar e alterar conforme se quer. A sexualidade é do indivíduo, pertence intrinsecamente a cada um de nós, e cada um sabe de si em relação à sua orientação sexual.

As frases acima não devem causar nenhum tipo de choque à maioria das pessoas que estiver a ler isto, mas infelizmente são frases que ainda causam desconforto e impressão a muitas pessoas, que não só não concordam como intervêm activamente para tentar alterar a orientação sexual de outras pessoas. Sim, estou a falar-vos de terapias de reconversão ou reorientação sexual. Elas ainda existem e continuam a causar estragos, muitas vezes irremediáveis, a muitos jovens adolescentes principalmente.
Este é um tema que em pleno ano de 2021 tem de ser falado e discutido, porque por exemplo em Portugal ainda se tem de propor a criminalização destas terapias (BE propõe criminalização de terapias de reconversão sexual / Deputada Cristina Rodrigues propõe proibir as “terapias de conversão” em Portugal").
Noutros países da Europa e em muitos outros pelo mundo fora é uma prática permitida.
Ora este é o tema principal do filme “Boy Erased: O Rapaz Que Sou” de 2018 que estreou recentemente na Netflix Portugal e que aconselho.
Aconselho não só pela qualidade do filme em si, mas principalmente pela sua temática e a sua importância. É fácil hoje em dia alguém informar-se e perceber que estas ‘terapias’ são um absoluto crime e violentação a qualquer pessoa que seja sujeita às mesmas.
E o cinema serve não só para entreter mas também para educar e mostrar realidades duras mesmo que de forma ficcional, porque isso também cultiva as pessoas e dá a conhecer temáticas e outras perspectivas que antes poderíamos desconhecer.
Com o fácil acesso que hoje em dia temos a uma imensa biblioteca de filmes, séries, documentários, etc, é também mais fácil aconselharmos este ou aquele filme, e o ‘passa a palavra’ pode funcionar mais expressivamente e com maior impacto. Por isso vejam este filme e passem a palavra, se gostarem é claro, se não gostarem podem queixar-se aos criadores do filme, e atenção que eu não sou um deles 😊

 

André Marques

 

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