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Marinho Pinto é o novo protagonista da política portuguesa

Os resultados das eleições europeias trouxeram más notícias para os defensores dos direitos LGBT. Em França, a Frente Nacional de Marine Le Pen, partido contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi o mais votado. Na Grécia, os neonazis do partido Aurora Dourada conseguiram eleger, pela primeira vez, representantes para o Parlamento Europeu, enquanto na Hungria, o partido de extrema-direita JOBBIK ficou na segunda posição.

Já em Portugal, a surpresa da noite foi a eleição de Marinho Pinto. O seu partido, o MPT, conseguiu um resultado histórico de 7,1 por cento. Aliás, segundo cálculos do jornal digital Observador, o MPT teria eleito 12 deputados se as eleições de ontem tivessem sido para a Assembleia da República.
Marinho Pinto, enquanto bastonário da Ordem dos Advogados, lutou em vários momentos contra direitos para a comunidade LGBT. A propósito da adopção de crianças por parte de casais de pessoas do mesmo sexo Marinho Pinto argumentou num parecer enviado ao Parlamento que “os casais do mesmo sexo têm muitos direitos, muitos dos quais, infelizmente, ainda não estão sequer reconhecidos", mas "não têm, seguramente (nem devem ter), direito a adoptar, porquanto esse pretenso direito colide frontalmente com o direito das crianças a serem adoptadas por uma família natural". Uma "família natural", segundo a Ordem de Advogados, é "constituída por um pai (homem) e uma mãe (mulher) e não com um homem a fazer de mãe ou com uma mulher a fazer de pai". Mais recentemente apresentou-se como um dos mais acérrimos defensores do chumbo da co-adopção. O debate sobre o tema no Prós & Contras, na RTP, foi disso exemplo.
Já no rescaldo da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa do ano passado Sérgio Vitorino, do colectivo Panteras Rosa, alertava para a projecção que o agora eurodeputado estava a ter na sociedade portuguesa. “Na Marcha falamos muito do Marinho Pinto. Ele é um exemplo de que há novos porta-vozes homofóbicos que não fazem sequer uma tentativa de meio termo ou de justificar um discurso discriminatório. Ele diz tudo o que tem a dizer. Pede para não tirar os pais ou mães às crianças. Está a apelar aos instintos básicos das pessoas. Neste momento há muita gente com fome, desempregada, com menor autonomia quotidiana e até sexual. As pessoas e a política procuram bodes expiatórios”, disse Sérgio Vitorino ao dezanove.