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Cavaco Silva considera que discussão do casamento gay serviu para “iludir os cidadãos”

O prefácio do Presidente da República no livro de intervenções "Roteiros VI", que reúne os discursos do último ano, está a gerar alguma controvérsia. No centro da discussão tem estado a passagem em que Cavaco Silva critica José Sócrates por não ter sido "previamente informado sobre o conteúdo ou sequer da existência do PEC IV".

 

"Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia. O Presidente da República, nos termos constitucionais, deve ser informado acerca de assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País", considera Cavaco Silva.

 

No entanto, o mesmo prefácio tem uma referência à discussão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Presidente da República considera que alertou, por várias vezes, para a necessidade de corrigir as políticas do país, o que evitaria a situação em que as finanças públicas estão agora mergulhadas. "Ao invés, preferiu desviar-se as atenções dos Portugueses para polémicas e controvérsias, abrindo 'questões fracturantes' que tinham como propósito marcar a agenda política e mediática e, assim, iludir os cidadãos sobre as opções essenciais que o País devia ter tomado no tempo certo". O Presidente diz que não se deixou "enredar nessa estratégia, mesmo sabendo que daí poderiam decorrer custos políticos, que assumi frontalmente em nome da ética da responsabilidade. Os que me acusam de calculismo e de eleitoralismo devem hoje, graças ao distanciamento temporal que já existe, fazer uma avaliação serena da minha atitude e reconhecer os erros cometidos".

 

Recorde-se que após as eleições legislativas de 2009, uma das primeiras propostas que o então executivo de José Sócrates levou à Assembleia da República foi precisamente o alargamento do casamento civil a casais de pessoas do mesmo sexo.

 

 

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