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Adolescente gay é encontrado desfigurado e sem dentes

Foi encontrado morto, na madrugada do passado sábado, um jovem de 16 anos, em São Paulo.

Kaique dos Santos  foi visto pela última vez, num clube nocturno da cidade. Segundo os amigos que estavam com ele Kaike disse que tinha perdido a carteira e o telemóvel e que a partir do momento em que se separaram para procurar os pertences e nunca mais o reencontraram.

Quando foi encontrado o corpo estava transfigurado: a boca não tinha dentes e havia uma barra de ferro dentro da perna de Kaique. Segundo Tayna Uzor, irmã de Kaique, viam-se hematomas na cabeça, "provavelmente causados por pontapés".

 "É muito delicado para a gente perder uma pessoa tão querida da família. O Kaique era muito novo e mal sabia o que era a vida", disse a irmã.

Para Cristiano Pacheco, organizador da festa onde Kaique foi visto pela última vez, o caso é revoltante. "Ele era um garoto calmo, todos gostavam dele. Arrancar os dentes, isso não se faz", concluiu.

Segundo as autoridades locais tratou-se de um suicídio, e o caso já foi registado como tal, porque o corpo foi encontrado debaixo de um viaduto perto do clube nocturno. No entanto, a situação como o corpo de Kaique foi encontrado leva a crer que ele foi agredido e assassinado.

Os amigos do jovem referem ainda que abandonaram Kaique quando perceberam que dentro do bar, se encontravam três skinheads, “fugimos e por isso também não deu tempo para encontrar o Kaique”.

A secretaria de Segurança Pública brasileira informou que não vai comentar possíveis sinais de tortura, afirmando que “a investigação está em andamento e a linha de investigação pode mudar”.

Em consequência desta morte foi criado um evento no Facebook, que pretende chamar a atenção para o facto da homofobia não ser criminalizada no Brasil, esperando assim que a morte de Kaique não tenha sido em vão. O grupo, que conta já com mais de três mil aderentes, irá realizar uma marcha, que terminará em frente à Câmara Municipal de São Paulo, no dia 17 de Janeiro.

Segundo o professor Luiz Mott, membro do departamento de antropologia da Universidade Federal da Bahia, a homofobia é uma "epidemia nacional”, assegurando que a cada três dias,  um homossexual é assassinado, vítima de homofobia.

 

 

Luís Miguel