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Continuam as críticas à votação do PSD

Na imprensa de referência e na televisão têm-se multiplicado as críticas à aprovação, por parte da maioria PSD, do referendo à adopção e co-adopção.

“Eu tive vergonha da democracia portuguesa, vergonha de ter contribuído com o meu voto para eleger deputados do PSD, vergonha de quem inventou um referendo por puro oportunismo político, vergonha de quem aceitou a disciplina de voto numa matéria de consciência individual, e vergonha por a co-adopção continuar a ser discutida como se fosse um assunto sobre direitos de adultos quando é, sempre foi e será uma questão básica de direitos das crianças”, escreveu o jornalista João Miguel Tavares, no Público. O ex-líder do PSD Marques Mendes, no espaço de opinião da SIC, foi mais longe, afirmando que “se o Presidente da República convocar este referendo, suicida-se na praça pública”.

O eurodeputado Rui Tavares apontou no Público a perversidade da disciplina de voto imposta no PSD: “A Assembleia da República aprovou esse referendo quando a maioria dos seus deputados estavam contra: de acordo com as suas declarações de votos, a proposta do referendo teria sido derrotada facilmente.” Carlos Reis dos Santos, militante honorário da JDS, militante do PSD e membro dos Dark Horses, fez sair no Público um artigo bastante crítico da actual juventude partidária. “Hoje vocês não se distinguem do CDS e alguns de vocês nem sequer se distinguem da Mocidade Portuguesa, ou melhor, distinguem-se, mas para pior. A juventude já vos não liga nenhuma. E eu também deixei de vos ligar”, apontou.

O comentador Daniel Oliveira, no site do Expresso, argumenta que “da mesma forma que a democracia não dá à maioria o direito de silenciar ou retirar direitos políticos a uma minoria, a desigualdade não pode ser referendada junto da maioria que é favorecida pela lei”. O jornalista Pedro Santos Guerreiro, na edição em papel do mesmo semanário, considerou que “o referendo foi feito para nem se fazer. Não há tempo, não há dinheiro, não há perguntas, não há pachorra. O Presidente da República poderá arquivar a intenção. Fará bem. O que não se arquiva é a manha institucional”.

Já Margarida Lima de Faria, presidente da Amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género), considera no Público desta quarta-feira que “a ofensa às nossas famílias não tem nome. As crianças, e os seus pais oa mães, continuam com o peso do não-reconhecimento legal de um dos cônjuges, fundamental em situações médicas, escolares e em tantas outras; com o peso, também, do não-reconhecimento legal de uma das famílias alargadas, onde se incluem tios, primos, avós”.