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Brasil: Activistas dos direitos LGBT ameaçados de morte

 

 

 

Quinze activistas defensores das pessoas LGBT em Curitiba, no Brasil, revelaram que estão constantemente a receber ameaças de morte. As ameaças são feitas por telefone no trabalho e em casa, no telemóvel, correio electrónico e através das redes sociais. As ameaças são de carácter homofóbico e extremamente violentas.

 

 

Entre os quinze activistas encontram-se Márcio Marins, presidente da ONG Dom da Terra, e Toni Reis, presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Reis revelou que num desses telefonemas lhe disseram: “Vais morrer, tu, o teu marido e o teu filho. A tua mãe é uma lésbica.”

A Secretaria dos Direitos Humanos do Brasil enviou uma missão especial a Curitiba com o intuito de entrevistar todas as vítimas de ameaças e denunciar este crime junto de várias autoridades: Governo do Estado do Paraná, incluindo a Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS), o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e até do governador do Estado do Paraná, Beto Richa.

Toni Reis disse estar “muito triste com estas ameaças à comunidade LGBT. Não estamos a fazer mal a ninguém, somos cidadãos como qualquer outro. Estamos simplesmente a trabalhar para um Brasil mais igualitário. Estamos muito preocupados com este aumento da homofobia no Brasil e acreditamos que este fenómeno esteja ligado ao aumento do fundamentalismo religioso das igrejas evangélicas. Das quinze pessoas ameaçadas, três já anunciaram que não continuarão o seu trabalho na defesa dos direitos LGBT. Contudo, isto apenas me dá ainda mais determinação para defender os direitos da comunidade LGBT. A mim não me intimidam.”

De acordo com o relatório “Violência Homofóbica no Brasil 2011”, publicado pela Secretaria dos Direitos Humanos do Brasil, o Estado do Paraná ocupa o quinto lugar em termos de violência contra pessoas LGBT.

 

Lúcia Vieira

 

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