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O que são fissuras ou fístulas anais? Que faço se as tiver?

O que são fissuras ou fístulas anais? Que faço se as tiver?

Abcesso e fístulas anais: São comunicações entre o recto e a região peri-anal ou glúteo (exterior). Regularmente há quem tenha abcessos, que vão crescendo até drenar (pus) por um orifício na nádega. Após a drenagem do abcesso fica um caminho ou trajecto que comunica entre o recto e o glúteo chamado de fístula que poderá fechar espontaneamente ou não.

Fissura Anal É uma pequena lesão (ferida) de forma triangular, única e localizada sobre a pele do ânus geralmente na sua parte posterior em 90 por cento das vezes sendo frequentemente confundida pelos pacientes como hemorróidas.

Embora o início do artigo não tenha sido propriamente agradável, estar atento a este assunto é importante na vida de um gay, seja porque detecta os sinais ou sente as dores deste problema.

Em ambas as situações, há duas coisas que deverá fazer... aliás, há várias mas as duas mais importantes são consultar um médico e a abstinência sexual anal. Embora possa parecer óbvio, acreditem que nem sempre assim é e facilmente se deixa arrastar uma situação destas até aos limites da dor ou até se tornar por demais insuportável.

As causas podem ser várias, desde alterações na alimentação, alterações no trânsito intestinal, causa desconhecida, trauma, fezes demasiado grossas...

O artigo de hoje incide sobre cuidados a ter com o ânus... o seu ou do seu companheiro.

Não introduza objectos que não conheça. Os dildos, vibradores ou outros objectos deverão ser alvo duma higiene cuidada, principalmente se não forem do próprio. Embora o ânus seja uma zona naturalmente suja, a introdução de objectos dilata o ânus aumenta a probabilidade de lesões e absorção de agentes patogénicos. Use preservativo sempre.

Não use cremes demasiado anestésicos. Se o seu uso fará algum sentido em práticas de fisting por exemplo, relembro que o anestésico retira a sensibilidade e como tal lesões que possam ocorrer durante a prática passarão despercebidas.

Use cremes à base de água. Pode parecer óbvio, mas estes cremes são menos propícios a abrigar agentes patogénicos do que cremes gordurosos (vaselina por exemplo).

Vigie frequentemente o seu ânus. Faz parte de si tal como o seu nariz, braços ou pénis. Verifique se existem alterações da cor, surgimento de feridas ou pontos dolorosos, manchas ou lesões (por exemplo verrugas). Em suma verifique se existe algo que não pertence lá. Se notar alguma alteração, por muito que custe, abstenha-se de práticas sexuais envolvendo o ânus.

Antes de colocar algo seu no ânus do seu parceiro, olhe. Verifique o estado do ânus do seu parceiro. Por razões óbvias e pela saúde de ambos.

Respeite os limites de… elasticidade. Os seus e os do seu parceiro. Embora uma dorzinha possa saber bem, o esfíncter tem limites que sendo ultrapassados podem provocar lesões mais ou menos graves. E mais ou menos irreversíveis.

Prefira lavar o ânus em vez de e limpar. É mais higiénico, não provoca lesões e permite sentir com os dedos o seu ânus.

Cuidado com a depilação. Embora este conselho não se dirija a todos, a depilação provoca pequenas feridas que além de serem uma porta de entrada de substâncias estranhas podem provocar fissuras numa pele já de si fragilizada.

Por último, faça pausas. Numa altura em que ser campeão de atletismo sexual e conseguir penetrar ou ser penetrado horas a fio está em voga, pause. O gel seca, o ânus fica inflamado, as lesões acontecem e como tal a prática fica ou pode ficar comprometida. Re-lubrifique o preservativo e o ânus. Permita que o esfíncter descanse um pouco. Retome quando e apenas se sentir vontade.

 

Até para a semana, tenham bom sexo e ainda mais cuidado!

Sempre vosso, Enfº Carlos Camisão

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