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Como os média nacionais abordaram os ataques aos homossexuais no arranque dos Jogos Olímpicos de Sochi

Não é necessariamente sobre as modalidades desportivas que se irão desputar em Sochi a partir de hoje que este artigo se irá debruçar. A revista da imprensa nacional do dia 7 de Fevereiro em Portugal menciona de forma incontornável os Jogos Olímpicos de Sochi, mas é escassa a atenção dedicada à abordagem da lei que naquele país impede a considerada "propaganda gay" e que sido responsável por ataques de ódio sem precedentes à comunidade LGBT russa.

Eis alguns dos parágrafos da imprensa nacional generalista dedicados ao tema:

 

Público

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, os mais caros de sempre, foram feitos à medida da ambição do Presidente Vladimir Putin de apresentar o rosto da nova Rússia. Mas o que ficará em exibição pode não ser a melhor imagem do país. [...]

"Há um imenso movimento dos activistas gay contra a lei que criminaliza a “propaganda homossexual” junto de menores, que é apoiada pelos líderes políticos de muitos países ocidentais, que recusaram o convite a ir à cerimónia de abertura – Barack Obama, Joachim Gauck (Presidente alemão) ou François Hollande, por exemplo.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, não se referiu directamente à lei que criminaliza a “propaganda homossexual” junto de menores, mas condenou a discriminação em Sochi. “No século XXI não há lugar para o ódio, seja de que tipo for”, afirmou. “Devemos todos levantar a voz contra os ataques a pessoas gay.

 

Público

"A polémica internacional por causa de uma lei que entrou em vigor em Junho de 2013 e que pune com uma multa que pode ir até 10.600 euros e até mesmo penas de prisão quem faça “propaganda” da homossexualidade junto de menores afastou de Sochi muitos líderes mundiais. Mas os activistas gays na Rússia pediram que não haja boicote aos Jogos – é preferível que o país passe a conhecer melhor o rosto de algo que desconhece e mesmo assim não tolera, por exemplo com atletas que mostrem abertamente a sua homossexualidade. É que esta lei desprezada internacionalmente tem o apoio de mais de 80% da população russa."

 

Sol

"Outro problema que poderá borrar a pintura dos JO de Inverno é a campanha contra os gays que tem lugar na Rússia. Vladimir Putin prometeu que ninguém será discriminado e muito menos perseguido pela sua orientação sexual, mas não poderá evitar, por exemplo, que algum atleta estrangeiro aproveite esta prova para manifestar a sua solidariedade com as minorias sexuais russas."

 

SAPO Desporto

"Media" canadianos noticiaram hoje que as autoridades da Rússia bloquearam a página na Internet de um atleta olímpico, que publicou uma fotografia na qual aparece em roupa interior com outros membros da equipa de 'bobsleigh' (trenó).

O bloqueio da página de Justin Kripps acontece também algumas horas depois de o Instituto da Diversidade e Inclusão canadiano ter ridiculizado as leis antihomossexuais russas, com um vídeo, no qual afirmou que "os jogos (olímpicos) sempre foram um pouco 'gay'". [...]
No vídeo, dois praticantes da modalidade de 'bobsleigh' preparam-se para iniciar o percurso. "Lutemos para os manter desta forma", afirma o vídeo, que já registou mais de 1,5 milhões de visitas desde que foi publicado na rede social "YouTube". [...]
A Rússia aprovou leis que proíbem "a propaganda" da homossexualidade, o que provocou as críticas de organizações de defesa da igualdade, governos e organismos internacionais.

 

Relvado

"A Lotus costuma ser a equipa mais irreverente na Fórmula 1. Desta vez decidiu ser irreverente fora do contexto das quatro rodas.

A fotografia apresentada neste artigo apareceu no Twitter da formação britânica, como forma de desejar boa sorte aos participantes nos Jogos Olímpicos de inverno 2014 em Sochi, cuja cerimónia de abertura decorre nesta sexta-feira.

Uma referência clara às leis da Rússia, que estão longe de olhar "com bons olhos" para as relações entre pessoas do mesmo sexo.

Horas depois, nova mensagem no Twitter da Lotus: "Gostaríamos de pedir desculpas sinceras por ter sido publicada hoje uma mensagem não autorizada na nossa conta do Twitter e garantimos que isto não se vai repetir".

 

Correio da Manhã

O motor de busca norte-americano Google tomou uma posição a favor dos direitos dos homosexuais, no dia em que começam os Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade de Sochi.

Pode ver-se na página principal o 'doodle', onde estão representados vários atletas, com uma bandeira das cores do arco íris enquanto pano de fundo. Esta bandeira é geralmente associada a movimentos a favor dos direitos dos homosexuais.

 

RTP (com vídeo)

"A cidade de Sotchi, na Rússia, foi o palco da cerimónia de abertura, onde também desfilaram portugueses. Vladimir Putin, ao lado do presidente do Comité olímpico internacional, foi o anfitrião de um evento marcado pela polémica dos direitos humanos. Mas o presidente russo quis mostrar ao mundo, que a lei russa que proíbe a propaganda gay, não cabe aqui. E foi assim que as Tatu, duas cantoras russas que fingem ser lésbicas, vieram atuar à estância balnear antes utilizada pelo poder soviético."
SIC Notícias
"Na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia, a página de entrada do Google dedica ao evento um "doodle" com desenhos de desportos olímpicos, num fundo que reproduz as cores da bandeira da comunidade gay. Um "doodle político" que tem como alvo Vladimir Putin e as leis do Kremlin contra os homossexuais.

O "doodle" presta ainda homenagem à Carta Olímpica, adotada pelo Comité Olímpico Internacional, e que representa "o código dos Princípios Fundamentais, Regras e Estatutos" da organização daquele evento. [...]

A Rússia tem sido muito criticada nos últimos meses pela aprovação de várias leis contra a homossexualidade e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

Alguns desportistas exprimiram temer a discriminação durante os Jogos, tendo mesmo alguns ativistas e defensores dos direitos humanos apelado ao boicote à competição.

O Presidente russo Vladimir Putin, assegurou porém que todos os desportistas e amantes dos Jogos serão bem-vindos à competição, independentemente da sua orientação sexual."