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Conhece a Chloé Di Fendi, a vencedora da Bolsa de Ouro

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Chloé Di Fendi foi coroada Rainha de Ouro da Bolsa de Ouro 2020/2021 na Academia de Santo Amaro, em Lisboa, naquele que é actualmente o único concurso de transformismo da capital, celebrando a Arte e reconhecendo e dando palco aos talentos destas artistas. A 1ª Gala teve lugar a 26 de Setembro de 2020 e teve a sua Final no passado dia 17 de Julho com o prémio de 600 “Bolsas de Ouro”.

 

 
 
 
 
 
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Com a organização e apresentação pela mão de Roxy Vieira, os jurados de renome Rúben Pires, Laysa Star, Gongas e Betty Brown e a comentadora oficial Dans Lumiere, a Gala contou com as actuações deslumbrantes das convidadas e antigas vencedoras Dama de Paus e Soraya Kueen, assim como de Miss Lane e Cláudia Fux.

Este foi um espectáculo pautado pela diversidade de performances e de emoções que despertou desde o momento activista da Dama de Paus, à apresentação hipnotizante de vogue por parte do grupo de ballroom THE KUNTS, à estreia da inconfundível Luna, com 19 anos de carreira, após dois anos fora dos palcos, que fez estremecer o chão e levantou a plateia com uma emotiva homenagem à nossa querida Natasha Semmynova ao cantar-lhe “Creep” dos Radiohead; até à actuação final que foi a de Dans Lumiere, um momento cómico repleto de risos e queixos caídos. Isto, passando, claro, pelas performances principais e singulares das finalistas Suprema Prosperity, Stella Star, Scarlet Wayne e Chloé Di Fendi.

Cada performance foi detentora de um talento indiscutível, mas foi Chloé Di Fendi quem se consagrou a vencedora e rainha da noite com a sua emocionante e poderosa imitação de Whitney Houston, altamente aplaudida e elogiada.

Fora do drag, chama-se Sandro Vaz Marques, tem 25 anos, vive em Almada, além de transformista é cabeleireiro e conquistou os jurados e o público na final da Bolsa de Ouro 2020/2021. Vem conhecê-la com o dezanove!

 

dezanove: Qual foi a sensação de ser coroada como vencedora da Bolsa de Ouro 2020/2021? Era algo que esperavas?

Chloé: Eu quando entro em algum projecto, faço de tudo para dar o melhor de mim. Se não for assim nem faz sentido. E é claro que ser a coroada como vencedora, foi um objectivo cumprido.

 

Parecias bastante emocionada durante a tua performance na final da Gala Bolsa de Ouro, podes contar-nos porque é que escolheste a “I Will Always Love You” da icónica Whitney?

“I will always love you” faz parte de mim desde sempre, e o público já me conhece por essa performance e pela imitação que faço da Whitney Houston.

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Como e quando chegaste ao transformismo? Consegues fazer desta arte uma profissão a tempo inteiro ou tens de complementar?

Comecei a fazer transformismo por acaso, uma brincadeira num aniversário de carreira do meu marido, cuja personagem é a Nicole Vartin. O meu marido já tem 24 anos de carreira e é ele que me apoia em tudo. A Chloé fez dois anos em Junho de 2021. O transformismo é claro uma profissão e que felizmente consigo trabalhar todos os dias da semana. No entanto, o Sandro tem a profissão dele que é cabeleireiro. Transformismo é a profissão da Chloé. 

 

 
 
 
 
 
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Podes falar-nos um pouco sobre o teu nome artístico? 

Gostava sinceramente de contar uma história muito bonita, mas não iria ser verdade.

Chloé Di Fendi foi um nome dado num jantar com amigos onde fomos dizendo nomes e este pareceu-me bem.

 

Além da Whitney, quem são as tuas divas de palco? E quais as tuas maiores inspirações?

Whitney Houston e Edith Piaf são as personagens que mais gosto me dão fazer pela caracterização, tiques e gestos. E são também as mais pedidas pelo público em geral.

 

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Apesar do ambiente caloroso e de união que presenciámos na Gala Final entre todas as pessoas presentes, incluindo as finalistas e pessoas juradas, a vida de artista drag é, de certo, bastante exigente e não está isenta de preconceitos, consideras que existe uma maior aceitação da arte do transformismo e até das pessoas LGBTQI+ em Portugal? 

Eu penso que para sermos respeitados temos de nos dar ao respeito em primeiro lugar. E tenho o maior respeito pelos colegas mais velhos que nos permitem hoje em dia podermos estar mais expostos, respeito o palco que piso e o público que me assiste. O que não quer dizer que não estejamos isentos de preconceitos. Até aos dias de hoje tenho a felicidade de não ter sentido quaisquer preconceitos. 

 

Alguma vez passaste por algum episódio de discriminação? Se sim, como reagiste? Como foi viver em Almada na tua adolescência?

Felizmente volto a dizer, nunca sofri qualquer tipo de discriminação. A Chloé não existia na adolescência do Sandro e portanto não sei responder a essa pergunta. 

 

Se quisermos ver a Chloé Di Fendi a actuar, onde devemos ir?

De momento estou a fazer show todos os dias no Manny's Place, no Bairro Alto. 

 

Que dirias a jovens queer que estão a descobrir-se e que gostariam de seguir esta arte?

Acima de tudo que tenham respeito pela arte, respeito por eles mesmos e respeito pelo público.

 

 
 
 
 
 
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Entrevista de Mariana Vilhena Henriques