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Um fado que quer combater preconceitos. Fado é Amor por Luís Manhita (com vídeo)

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A 10 de Julho foi lançado o novo vídeoclipe "Memória Apagada", do fadista algarvio Luís Manhita, na plataforma Youtube. Este é um vídeoclipe que quer combater preconceitos, em que se foge ao cliché de ser um casal heterossexual apaixonado: Fado é amor. E amor é amor.

 

“Memória Apagada” é o nome do fado que deu origem ao primeiro vídeoclipe lançado pelo fadista Luís Manhita, que mais do que uma história, é uma voz que carrega em si um sentimento tão nosso como o próprio fado, o amor. Um amor diferente, será? Ou um amor igual que, no seu mais terno sentido, nos mostra que o fado é de todos e para todos nós?

Com música de Alfredo Marceneiro (fado tradicional – Fado Cravo) e com letra do Luís Manhita, “Memória Apagada” convida-nos a viver uma história como tantas outras onde o fadista partilha com grande coragem a sua alma de forma cantada em versos que de olhos fechados tão bem a reconhecemos. Se o fado tem a magia de nos fazer sentir português, este não é diferente e assume em si a audácia de nos mostrar que um sentimento tão digno como o amor é em todos os momentos e circunstâncias apenas amor.

 

Luís Manhita, entrega-se à sua letra e nada esconde, mesmo num mundo que acredita ainda não estar totalmente preparado para entender que o fado não tem cor, nem cheiro, não tem forma ou meio é, tal como o amor, um sentido que nos pertence a todos nós e sempre digno em todas as formas.

Este é um acto de coragem do fadista que, mesmo tendo presente que existe ainda um grande preconceito no fado em relação à orientação sexual, acredita que não pode continuar a ser apenas um grito em silêncio como tantos outros que se calam à opressão, medo e intolerância.

Um projecto fechado há mais de 10 anos na gaveta por falta de coragem vê agora a luz do dia, não apenas na voz mas em imagem, mostrando não só a alma de poeta mas a verdade das suas memórias e vivências.

“Este vídeoclipe não é mais do que uma história de amor, só que foge ao cliché de ser um casal heterossexual apaixonado. É o amor que vivo e não poderia contar outra história. Sei que é a história de muita gente. Gostava que outras pessoas, principalmente no fado, também sentissem a liberdade de expressar o amor que vivem.”

Agora, a celebrar 13 anos de carreira, o fadista de 44 anos acredita que o resultado deste trabalho pode chegar a muitas pessoas, e mostrar claramente que no fado há lugar para tudo e todos, de uma forma em tudo igual, pois apenas é nada mais do que uma história de amor. “Este vídeoclipe não é mais do que uma história de amor, só que foge ao cliché de ser um casal heterossexual apaixonado. É o amor que vivo e não poderia contar outra história. Sei que é a história de muita gente. Gostava que outras pessoas, principalmente no fado, também sentissem a liberdade de expressar o amor que vivem. Que se inspirem e que de uma vez por todas, deixemos de usar a sexualidade e o género de cada pessoa para as definir como tal ou que as olhemos apenas com o filtro da sexualidade para definir o seu valor artístico e profissional. "Fado é amor" como diz no título de um álbum de Carlos do Carmo. E o amor, é amor”, conclui Luís Manhita.