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Pela Paz na Ucrânia: As vozes que se levantam contra a agressão do governo russo

we stand with ukraine

Ao longo de vários anos acompanhamos a situação dos Direitos das pessoas LGBTI+ na Ucrânia e na Rússia. São mais de 260 menções aos dois países em quase 12 anos de dezanove.pt.

A primeira notícia do dezanove.pt sobre a Rússia data de 2010 e salientava as declarações do então presidente da Câmara de Moscovo sobre uma eventual marcha do orgulho gay. Parece que nada mudou. Nesse ano outra notícia apontava precisamente o ponto de situação dos Direitos das pessoas LGBTI na Europa e em que ambos os países registavam os piores resultados.
Se é certo que o nosso foco são os Direitos LGBTI, ninguém pode ficar indiferente ao que se assiste. Nada justifica a guerra.

 

Após na passada madrugada de quinta-feira, dia 24, a Rússia ter invadido a Ucrânia sob pretexto de uma “operação militar” na região de Donbass, no leste ucraniano, para proteger a população local de um genocídio e visa a “desmilitarização e 'desnazificação'” do país – alegações infundadas – multiplicaram-se as vozes de protesto contra a agressão do Kremlin e em solidariedade para com o povo ucraniano e o seu presidente Volodymyr Zelensky.
A ofensiva militar acontece apenas três dias depois do presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido oficialmente a independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, ao mesmo tempo que levantou dúvidas sobre a soberania ucraniana.
A agressão foi imediatamente condenada pela generalidade da comunidade internacional e estas são algumas das vozes que marcaram os últimos dias:

 

António Guterres, Secretário Geral da ONU

"O uso da força por um país contra outro é errado, contra a Carta das Nações Unidas e inaceitável.
Mas não é irreversível.
Repito o meu apelo ao presidente Putin:
Páre a operação militar na Ucrânia.
Leve as tropas de volta para a Rússia."


António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal
"Dirijo uma palavra à comunidade ucraniana em #Portugal: podem contar com a nossa solidariedade e segurança.
“Contarão com toda a nossa solidariedade. Têm sido muito bem vindos a Portugal. E a sua família, amigos e conhecidos que queiram procurar a segurança e o destino para dar continuidade às suas vidas são também muito bem vindos."

Marcelo Rebelo de Sousa
O presidente da República Portuguesa expressou igualmente a sua solidariedade e apoio para com o povo ucraniano e afirmou que “Infelizmente, os últimos acontecimentos só me têm permitido confirmar merecer essa condenação veemente pela violação ostensiva e flagrante do direito internacional e ao mesmo tempo o apoio ao apelo de António Guterres”, acrescentando “Sinto-me orgulhoso de ser Presidente da República portuguesa, tendo em Portugal uma comunidade excecional como é a ucraniana”.

Jamala, cantora ucraniana que venceu o Festival da Eurovisão em 2016 

A artista citou um dos versos do tema "1944": "When strangers are coming" numa alusão ao que se volta a viver hoje no seu país. Jamala é uma defensora dos direitos das pessoas LGBTI+.

Jamala acabou por, ela própria com os filhos, ter de fugir da Ucrânia devido ao ataque provocado pelos militares russos. Chegou agora à Roménia depois de quatro longos dias de fuga. Deixou o marido em solo ucraniano.

Jamala

 

Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto

A comissão da Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto junta-se às vozes que condenam a agressão do governo russo à Ucrânia. Este Domingo os activistas LGBTI+ do Porto sairão à rua pela Paz na Ucrânia e na Europa.

 

ILGA Portugal
A associação portuguesa lamentou os eventos em curso no conflito, condenando os ataques violentos infligidos ontem à Ucrânia pela Rússia e afirma que “O que está em curso vem corromper as já muito fragilizadas estruturas para a cidadania e democracia na região, impactando especialmente a vida das populações não-privilegiadas, minoritárias e/ou sub-representadas, como são também as pessoas LGBTI+.”

 

União Europeia de Radiodifusão (EBU)
A União Europeia de Radiodifusão (EBU) decidiu excluir a Rússia da edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção com base nas regras do evento e nos valores da EBU acrescentando em comunicado “Continuamos dedicados a proteger os valores de uma competição cultural, que promove o intercâmbio e a compreensão internacional, aproxima públicos, celebra a diversidade através da música e une a Europa num palco”.

 

Ruslana, cantora ucraniana
Ruslana, artista ucraniana e vencedora da Eurovisão em 2004, também quis deixar uma mensagem nas suas redes sociais “Trabalhámos durante muitos anos para que o mundo moderno escolhesse a Ucrânia como um país que tem sofrido com o regime russo há séculos. O mundo sente-nos e vai ajudar. Toda a gente vai agir para parar a guerra.”

 

Sergey Lazarev

O conhecido cantor russo que representou o seu país de origem no Festival Eurovisão da Canção 2016 e em 2019, também utilizou a sua plataforma para partilhar “Por favor, parem! Juntos digam PAREM! Sentem-se à mesa de negociações! Deixem as pessoas viver!!! Ninguém apoia a guerra! Eu quero que os meus filhos vivam em paz! Eu QUERO viver e criar EM TEMPOS DE PAZ!”. O cantor já tinha declarado há três anos em entrevista: “A Crimeia é ucraniana, não russa”.

 

The Roop
A banda lituana “The Roop”, representantes do seu país na Eurovisão em 2020 e 2021, também expressaram a sua solidariedade com a Ucrânia “Nós estamos com a Ucrânia com todo o nosso coração. O que está a acontecer agora é um exemplo de egoísmo, desumanidade e o desejo de trazer ainda mais caos para o mundo”, mencionando a igual longa história de lidar com a agressão externa por parte da Lituânia e que, por isso, “compreendemos e apoiamos a Ucrânia agora.”
O mundo do desporto também não ficou indiferente à ofensiva russa.

 

Oleksandr Zinchenko 
O defesa do Manchester City, após ver o gesto do compatriota Roman Yaremchuk, avançado do Benfica, que mostrou uma camisola com um símbolo alusivo ao exército do seu país, compartilhou essa imagem, aplaudindo-o, afirmando posteriormente “Não posso ficar de fora de transmitir a minha opinião. O país onde nasci e cresci, cujas cores defendo no cenário desportivo internacional, pertence aos ucranianos e ninguém se poderá apropriar dele” nas redes sociais.

 

Andrey Rublev
O tenista russo e número 7 do mundo, usou o seu momento de vitória no torneio no Dubai para fazer um apelo às autoridades russas pelo fim da guerra com a Ucrânia ao escrever a mensagem na lente da câmara “Sem guerra, por favor”.

 

Daniil Medvedev
O tenista russo afirmou “É uma nova sombra. Não quero falar de culpados ou do problema, mas, no século em que vivemos, parece-me incrível que ainda haja guerras, não consigo compreender. Espero que termine o mais rápido possível. O que eu desejo é que haja o mínimo de perdas possível”.

 

Federação Portuguesa de Futebol
A FPF veio comunicar esta tarde que “presta homenagem às vítimas da guerra na Ucrânia e decreta o cumprimento de um minuto de silêncio em todos os jogos das suas competições. A FPF manifesta total solidariedade com o povo ucraniano e lamenta profundamente o seu sofrimento”.

 

Vlodimir Zelenski

Este Domingo o Presidente da Ucrânia agradeceu o apoio de Portugal como se assinala neste tweet:

Vlodimir Zelenski

 

Manifestações em Portugal

Milhares de pessoas pelo mundo têm protestado junto às embaixadas russas dos diferentes países e na Rússia pelo menos 1800 manifestantes encontram-se em detenção por protestarem contra a guerra.
Em Portugal, os ucranianos residentes em Portugal organizaram várias manifestações em Lisboa, Porto e Algarve para protestarem contra a intervenção russa. E, entretanto, continuam a organizar-se mais manifestações:

- Durante o aquecimento do Baile de Carnaval da Colombina Clandestina, esta tarde em Lisboa, o assunto não despercebido havendo cartazes e bandeiras a favor da Paz na Ucrânia, conforme documenta a foto principal no topo deste artigo.

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- Em Lisboa, na zona de Belém, decorreu um manifestação em forma de cordão humano. Marcelo Rebelo de Sousa foi falar com os manifestantes e o Palácio de Belém foi iluminado com as cores da bandeira ucraniana.
- Hoje, 26 de Fevereiro, em Braga, às 21h30, na Avenida Central, organizada pelo BE.
- No próximo Domingo, dia 27, a manifestação “PELA PAZ, CONTRA A INVASÃO” em Lisboa, pelas 15h, em frente à Embaixada da Federação Russa, Rua Visconde de Santarém, organizada pela JS, JSD, JP, Livre, Iniciativa Liberal e PAN. O BE também irá manifestar-se no mesmo sítio à mesma hora.
 No mesmo dia, também às 15h, decorrerá uma manifestação no Porto junto ao consulado da Rússia organizada pelo BE.

 Segunda-feira, 28 de Fevereiro, às 19h, na Praça da República (Rossio), em Viseu: Vigília pelos Direitos Humanos na Ucrânia.

 Segunda-feira, 28 de Fevereiro, 19 horas: Vigília pelos Direitos Humanos na Ucrânia, Jardim Roque Gameiro (Cais do Sodré), Lisboa.

 

 

O dia 24 de Fevereiro de 2022 não deixará de ficar marcado como um dia de pesar no que respeita às conquistas europeias no que concerne à paz e aos direitos humanos.

 

Vê aqui o álbum de fotos das várias Manifestações pela Paz em que o dezanove esteve presente.

Porto 27 de Fevereiro de 2022

 

Artigo em actualização...

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