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Festival Política Braga: Oito destaques LGBTI e anti-racistas

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O festival acontece de 6 a 8 de Maio no Centro da Juventude de Braga e propõe actividades gratuitas que vão de sessões de cinema a performances, espectáculos, debates e workshops presenciais e online reafirmando o seu compromisso de levantar questões que convidam à discussão e consciencialização cívica, individual e colectiva, através de diversas formas de expressão política e artística.

 

 

Ignacio Quereda, ex-seleccionador espanhol de futebol feminino, é denunciado por abusos: "Quero erradicar o lesbianismo e os maus hábitos!"

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O livro da jornalista Danae Boronat, intitulado “No las llames chicas, llámalas futbolistas” (“Não as chames miúdas, chama-as futebolistas”), denuncia múltiplos abusos perpetrados por Ignacio Quereda, seleccionador de futebol feminino em Espanha entre 1988 e 2015.  A Real Federação Espanhola de Futebol é, ainda, acusada de abafar as denúncias das atletas.

Momento em que Abby Wambach beija a mulher depois de vencer a Taça de Futebol Feminino torna-se viral (com vídeo)

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Parece que o amor, desta vez, superou a força do futebol. Depois de quatro anos a participar no campeonato mundial de futebol feminino, Abby Wambach conseguiu a taça para a equipa norte-americana. O momento já seria especial o suficiente, não fosse a jogadora ter corrido para a bancada mal soou o apito final para beijar a mulher, Sarah Huffman.​

Jogadoras de futebol posam em calendário para divulgar modalidade

A ideia dificilmente será original, mas em equipa vencedora não se mexe, ou neste caso, em ideias que funcionam. Após o sucesso e atenção que algumas jogadoras de futebol receberam ao posar para a Playboy antes do Mundial de Futebol Feminino, algumas jogadoras amadoras alemãs também decidiram posar para um calendário.

 

 

Beijo lésbico leva a expulsão de equipa de futebol no Equador

A comemoração de golo com um beijo levou a um “cartão vermelho directo” para um clube que integrava uma liga de futebol local no Equador. O clube feminino, cultural e desportivo de Guipúzcoa foi expulso da Liga la Floresta, depois de duas jogadoras da mesma equipa se terem beijado em Julho do ano passado.

As jogadoras denunciaram o caso em tribunal, que esta semana  deliberou a seu favor, mas as jogadoras temem pela sua integridade se voltarem a jogar nesta Liga.

“O juíz pronunciou-se a favor da equipa de Guipúzcoa, mas não mencionou nada no que respeita à indemnização de direitos nem nada sobre uma eventual protecção. Entendemos que com estas condições ainda não podemos voltar a jogar, disse em entrevista à agência EFE, Karen Barba, presidente do clube.

Além disso, existe neste momento uma campanha de “ódio e repúdio” contra as jogadoras que está a ser levada a cabo pelos órgãos dirigentes da Liga la Floresta, que apelaram da sentença.

O advogado da Liga, Félix Zambrano, argumentou que a decisão do juíz é “errónea”  porque parte do pressuposto que as jogadoras foram expulsas devido à sua orientação sexual, quando foram suspensas por ter um comportamente que “atenta contra a moral e os bons costumes”, contrário aos estatutos da Liga.

“Não é só um beijo ou um abraço dado com afectividade, o inconveniente é causado quando as meninas acariciam as partes íntimas em frente as crianças, jovens e adultos, actos opostos à moral e aos bons costumes da Liga la Floresta”, sentenciou o juiz.

Por entenderem que os seus direitos foram sistematicamente violados as jogadoras saíram às ruas da capital, Quito, para reivindicar a sua posição. Ao ritmo de apitos e tambores, com as caras pintadas como guerreiras, quiseram parodiar o “futebol competitivo e agressivo dos homens”, disse a criadora da coreografia Cayetana Salau, que acrescentou que esta acção serviu para reclamar que o futebol também pode ser “afectuoso, lésbico e feminino”.

Este caso é só a ponta do icebergue daquilo que acontece no quotidiano das lésbicas equatorianas disse a representante da equipa de futebol, que nomeia ainda situações como o arrendamento de casas ou médicos que não estão sensibilizados para fazer consultas a lésbicas.

Uma das jogadoras, Ani Barragán, afirma que esta discriminação resulta da falta de informação e educação, bem como da pressão exercida pela igreja e por uma sociedade patriarcal e machista que “exercem violência e pressão diária contra as mulheres e em especial contra as lésbicas”.

Outra jogadora acrescenta que é mais bem melhor visto um homem a urinar na rua do que uma rapariga que demonstre sinais de afecto com outra.

As jogadoras denunciam ainda a existência de supostas “clínicas” de “normalização” e de “deshomossexualização”. Karen Barba diz que “nestas clínicas se violam os Direitos Humanos, as mulheres lésbicas, assassinam transexuais, com a protecção das autoridades, e isso parece-nos muito grave.”

 

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